- Aprovação do plano de recuperação extrajudicial da Raízen conta com apoio de cerca de 70% dos credores, e o protocolo na Justiça deve ocorrer entre sexta-feira, 5, e segunda-feira, 8.
- Governança é foco das negociações: credores defenderam participação relevante no conselho, incluindo a cadeira de presidente, com a Shell mantendo sempre um membro no conselho.
- Cosan e Raízen não comentaram; a Shell disse apoiar o pedido de recuperação extrajudicial e trabalhar para o futuro do negócio.
- A venda das operações de downstream na Argentina foi anunciada na quinta-feira, por US$ 1,420 bilhão, para Latam Downstream Holdings e Silver Projects (Mercuria Energy Group).
- A estrutura do plano prevê sete membros no Conselho de Administração (quatro nomeados pelos credores apoiadores e três pelo acionista contribuidor), com conversão de quarenta e cinco por cento da dívida em ações e sessenta e cinco por cento em novos títulos. A Raízen está com dívida de 65 bilhões de reais, distribuída entre bancos, detentores de títulos no exterior e investidores locais.
A Raízen tem apoio de cerca de 70% dos credores para aprovar seu plano de recuperação extrajudicial e deve protocolar o documento na Justiça entre esta sexta-feira, 5, e a segunda-feira, 8. Partes envolvidas destacam que governança foi ponto central das negociações.
Os credores defendem participação relevante no Conselho de Administração, incluindo a cadeira principal. Cosan e Raízen não comentaram até a publicação. A Shell informou apoio ao pedido de recuperação extrajudicial.
A venda dos ativos da Raízen na Argentina, anunciada na quinta-feira, acelera a aprovação. Raízen Energia assinou contrato vinculante para vender operações de downstream na Argentina por US$ 1,420 bilhão, a Mercuria via Latam Downstream Holdings e Silver Projects.
A estrutura do plano prevê um Conselho com sete membros: quatro indicados pelos credores apoiadores, incluindo o presidente, e três pelo acionista contribuinte. A Shell manterá um membro enquanto vigorar o Contrato de Licença de Marca.
A Raízen está reestruturando uma dívida de R$ 65 bilhões. Cerca de 40% estão com bancos, outros 40% com detentores de dívida emitida no exterior e 20% com investidores locais. Prevista conversão de 45% da dívida em ações; 55% em novos títulos, com alocação de 17,6% para Raízen Energia e 37,4% para Raízen Combustíveis.
A Shell afirma que apoia a decisão de entrar com o pedido de recuperação extrajudicial em acordo com credores, visando solução negociada. A nota lembra que a Shell continuará trabalhando com a Raízen e credores para assegurar o futuro do negócio.
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