- Vários aeroportos da rede Aena operam acima da capacidade neste verão, com Barcelona-El Prat em 104,5% (capacidade de 55 milhões), Alicante em 105%, Valencia em 113%, Sevilla em 125,8%, Tenerife Norte em 105% e Bilbao acima de 106%; Menorca também em 105%.
- Madrid-Barajas e Palma de Mallorca estão próximos do 100% da capacidade, com 97,4% e 99,4%, respectivamente, enquanto Ibiza e Lanzarote também aparecem perto do limite.
- Aena planeja investir quase 10 bilhões de euros entre 2027 e 2031, financiados pelas tarifas pagas pelos passageiros, concentrando esforços em ampliar terminais e infraestrutura sob o terceiro Documento de Regulación Aeroportuaria (DORA III).
- O principal objetivo do DORA III é ampliar a capacidade — por exemplo, Barcelona-El Prat passaria de 55 milhões para 80 milhões de viajantes, com a maior parte das obras ocorrendo entre 2032 e 2036.
- A CNMC critica as previsões de tráfego da Aena, estimando maior potencial de crescimento e defendendo que a rede tem margem de melhoria de cerca de 10%, o que poderia elevar a capacidade efetiva para quase 395 milhões de passageiros.
O operador aeroportuário Aena enfrenta neste verão um desafio operacional: várias praças operam acima ou no limite de capacidade, com a Espanha recebendo grande fluxo de turistas devido a conflitos geopolíticos. O cenário aponta para uma temporada de pico com recordes de tráfego, pressionando a malha aérea nacional.
Barcelona-El Prat, Alicante, Valencia, Sevilla, Tenerife Norte, Bilbao e Menorca já operam acima de 100% da capacidade anual. Madrid-Barajas e Palma estão perto do limite, segundo dados de 2025. O esforço busca manter conectividade sem frear o turismo.
Aena aponta que 104,5% da capacidade foi atingida em Barcelona-El Prat, com 55 milhões de assentos realizados por ano. Alicante opera a 105% (capacidade de 19 milhões). Valencia chega a 113% (10,5 milhões). Sevilla registra 125,8% (7,7 milhões).
Entre os casos de sobrecarga, Tenerife Norte aparece com sobrecapacidade de 10% sobre 6,5 milhões, e Bilbao supera o teto em 10% para 6,4 milhões. Menorca ficou em 105% com mais de 4 milhões de passageiros.
O presidente Maurici Lucena tem defendido um plano de investimentos de quase 10 bilhões de euros no período 2027-2031. O montante será financiado por tarifas pagas pelos viajantes, com foco em ampliações de terminais. O objetivo é aumentar a capacidade da rede para além de 358,8 milhões de passageiros atuais.
As ações estão previstas principalmente no terceiro Documento de Regulación Aeroportuaria (DORA III), que deve ser aprovado pelo governo até setembro. O plano prioriza ampliações de terminais nos aeroportos com maior pressão, para melhorar fluxos de passageiros.
Segundo o DORA III, Madrid-Barajas receberá cerca de 4 bilhões de euros com obra prevista para terminar em 2034, elevando a capacidade de 70 para 90 milhões de passageiros. Alicante terá investimentos de 1 bilhão até 2034, e as ampliações de Lanzarote e Tenerife Norte vão até 2032. Ibiza terá intervenções até 2035.
As obras de Barcelona-El Prat somam 3,2 bilhões de euros, majoritariamente entre 2032 e 2036, com 1,032 bilhão dedicado ao DORA III. A meta é ampliar a capacidade de 55 milhões para 80 milhões de usuários.
Antes dos grandes aportes, a Aena enfrenta desafios operacionais específicos. Palma de Mallorca e Madrid vivem picos de demanda, Lanzarote e Ibiza enfrentam tensões no turismo, e o acesso a slots é complexo em Barcelona e Sevilla. Urgência recai sobre Baleares, Canarias e o eixo mediterrâneo.
Turespaña projeta crescimento moderado de visitantes estrangeiros neste verão, diante de incertezas geopolíticas e econômicas. Relatórios indicam maior sensibilidade a preços entre viajantes de Reino Unido, França e Alemanha, entre outros mercados.
De janeiro a abril, a chegada de turistas internacionais subiu 3,4% ante o mesmo período de 2025, somando 26,6 milhões. Se a tendência continuar, a Espanha pode superar pela primeira vez a marca de 100 milhões de turistas estrangeiros neste ano.
O tráfego aéreo total de 2025 foi de 321,6 milhões de viajantes, segundo a Aena, frente a uma capacidade teórica de 358,8 milhões. A CNMC estimou que o tráfego poderia subir acima de 335 milhões em 2027 e alcançar 366,7 milhões em 2031, com margens de expansão superior a 2% ao ano.
A CNMC aponta que a infraestrutura tem cerca de 10% de margem de melhoria reconhecida pela própria Aena. A entidade sustenta que o crescimento não deve depender apenas de mais capacidade física, mas de ajustes regulatórios e de gestão de slots para evitar gargalos significativos.
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