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Amazon cancela ranking de uso de IA para evitar inflar métricas

Amazon desativa ranking interno de uso de IA após bots autônomos inflarem métricas, elevando custos de computação

Prédio com o logo da Amazon em Londres, Reino Unido
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  • A Amazon desativou o ranking interno Kiro rank, que avaliava o uso de IA pelos funcionários, após usuários tentarem inflar métricas com bots autônomos.
  • Trabalhadores designaram agentes de IA para realizar tarefas desnecessárias, elevando o consumo de tokens e os custos de infraestrutura.
  • O painel não era ferramenta formal e foi descontinuado, conforme informou a empresa; o vice-presidente sênior Dave Treadwell chamou a atenção para evitar uso da IA apenas por usar.
  • A Amazon disse que o objetivo original era aumentar a conscientização sobre a IA, mas que a prioridade agora é eficiência operacional e uso responsável da tecnologia.
  • A empresa planeja gastar cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, com grande parte voltada para IA e infraestrutura de data centers, e passou a acompanhar métricas como implantações normalizadas para medir adoção.

O ranking interno que medía o uso de ferramentas de IA pelos funcionários da Amazon foi desativado após tentativas de inflar métricas com atividades desnecessárias. O painel, conhecido como Kiro rank, foi tirado do ar neste início de semana, segundo pessoas familiarizadas com o tema.

Trabalhadores da gigante de tecnologia foram informados de que o serviço avaliava interações com a plataforma de desenvolvimento Kiro, da Amazon, e acabou gerando custos adicionais por consumo excessivo de tokens de IA. A medida acabou elevando o gasto com computação na empresa.

Segundo relato de executivos, o painel foi criado com intenções positivas, para mostrar como a IA pode acelerar o trabalho, mas resultou em uso indevido por parte de alguns colaboradores, que designaram agentes de IA para realizar tarefas desnecessárias. A empresa confirmou a descontinuidade do painel.

A decisão ocorre em meio a pressões para ampliar a adoção de IA entre equipes de desenvolvimento. A Amazon já estabeleceu metas para que mais de 80% dos engenheiros utilizem IA semanalmente, o que motivou alguns funcionários a buscar maior consumo de recursos.

A empresa ressaltou que o painel beta não era ferramenta formal aprovada e que a mudança foca em eficiência operacional, não no monitoramento de tokens. Em paralelo, grupos de funcionários já haviam monitorado outras ferramentas internas de IA, usadas em hardware próprio, para gerar atividade adicional de IA.

A empresa indicou ainda que está priorizando métricas de implantação normalizadas, que valorizam a produção de código útil com IA, em vez do simples consumo de tokens. Com isso, busca aferir a adoção tecnológica de forma mais prática.

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