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Bolívia enfrenta crise econômica mais grave em 40 anos com inflação elevada

Inflação de 20% e fim de subsídios alimentam crise na Bolívia, com protestos e bloqueios de estradas sob pressão para a renúncia de Rodrigo Paz

Bolívia passa por pior crise econômica em 40 anos. (Marcelo Perez del Carpio/Bloomberg/Getty Images)
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  • A Bolívia vive sua pior crise econômica em quarenta anos, com inflação anual de 20% e gastos públicos descontrolados.
  • Ams ficam reflexo da queda na produção interna de hidrocarbonetos e da escassez de dólares para importação de combustíveis.
  • Substituição dos subsídios aos combustíveis, que tinham custo anual de mais de US$ dois bilhões, alimentou a insatisfação popular.
  • Déficit comercial de US$ 521 milhões entre janeiro e outubro de 2025 aumenta a pressão sobre o governo de Rodrigo Paz.
  • Paz, eleito em outubro do ano passado com cerca de 54% dos votos, enfrenta protestos desde maio, com bloqueio de estradas, mortes e prisões, em meio a críticas à agenda liberal e à persistente influência do MAS.

A Bolívia vive a pior crise econômica em quatro décadas, com inflação alta e escassez de combustíveis. O país enfrenta um cenário de protestos que cobra a renúncia do presidente Rodrigo Paz, que assumiu há sete meses, segundo fontes locais.

O MAS, partido de Evo Morales, é apontado como responsável pela conjuntura. Morales deixou o poder após três mandatos consecutivos, deixando o comando a Paz, eleito com cerca de 54% dos votos em outubro do ano anterior.

Entre as causas estão a queda na produção de hidrocarbonetos e a falta de dólares para importação, agravando a escassez de combustível. Subsídios aos combustíveis, estimados em mais de dois bilhões de dólares anuais, foram cortados por Paz, gerando insatisfação.

O país também registra déficit comercial de aproximadamente US$ 521 milhões entre janeiro e outubro de 2025, além de inflação anual estimada em 20%. O governo tem sido criticado por gastos públicos alto e sem controle.

Logo após assumir, Paz decretou estado de emergência econômica e adotou medidas liberais, incluindo uma reforma agrária controversa. Críticos afirmam que a reforma beneficia latifundiários e o agronegócio.

Desde maio, a escalada de protestos resultou em bloqueios de estradas em mais de 90 pontos do país. Em confrontos com a polícia, quatro pessoas foram mortas e mais de 100 detidas, sem avanços nas negociações.

O descontentamento se soma à fragmentação da esquerda, abrindo espaço para vozes que defendem uma mudança de governo. A situação aponta para um impasse entre o novo governo e parcela da população.

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