- O custo de desenvolver IA é alto—data centers, eletricidade e CAPEX—mas o retorno não aparece nos dados macro, dificultando medir o valor real.
- O problema pode ser a régua de medição atual, que não captura os ganhos da IA, deixando o impacto no PIB pouco claro.
- Produção oculta: valor econômico gerado pela IA que não é refletido pelos sistemas de medição.
- Substituição: tarefas antes pagas a humanos passam a ser feitas pela IA por custos muito inferiores, fazendo a transação desaparecer dos dados (exemplo de testamentos).
- Nova produção oculta: IA viabiliza atividades caras que antes não existiam, como revisões de literatura, ampliando o conjunto de serviços de baixo custo.
O custo do desenvolvimento de IA é alto: data centers, consumo de energia e investimentos de capital exorbitantes. Mesmo assim, o retorno não aparece de forma clara nos números. A pergunta é se a métrica atual está funcionando.
Analistas do boletim Semianalysis propõem o conceito de produção oculta: valor econômico gerado pela IA que não aparece nos dados do PIB nem nas métricas tradicionais. O tema aponta dois lados.
Produção oculta por substituição: tarefas antes pagas a humanos passaram a ser feitas pela IA por fração do custo. Exemplo citado é a elaboração de testamentos, cuja tarifa caiu de cerca de US$ 400 para US$ 0,50.
Nova produção que permanece oculta: custos menores permitem atividades antes inviáveis. Um caso citado são as revisões de literatura, que antes chegavam a US$ 2 mil e hoje podem ser viabilizadas pela IA.
Essa produção, segundo a análise, não entra nos indicadores macroeconômicos nem no PIB, dificultando medir o impacto real da IA na economia. Especialistas reforçam a necessidade de novas métricas para capturar esse valor.
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