- Grupo de Trabalho entre Brasil e Estados Unidos criado em maio funcionaria por 30 dias, mas negociações devem se estender por mais um mês.
- Prazo de funcionamento original terminaria neste domingo, 7 de julho, segundo o texto.
- Washington recomendou nova sobretaxa de 25% sobre algumas exportações brasileiras com base na Seção 301, voltada a práticas anticoncorrenciais.
- Brasil trabalha com o prazo de 15 de julho para tentar reverter o primeiro pacote de tarifas, mantendo a tarifa global de 10% já em vigor.
- O Grupo é coordenado pelo ministro Márcio Elias Rosa, com participação do Itamaraty; há abertura para discutir terras raras e etanol, desde que pedidos pelos EUA.
O Grupo de Trabalho entre Brasil e Estados Unidos, criado no início de maio para discutir as tarifas impostas pelo governo norte‑americano em 2025, deverá funcionar por mais um mês. O prazo original era de 30 dias e terminaria neste domingo.
Como as negociações não avançaram no último mês, o governo brasileiro pediu extensão até 15 de julho para buscar a reversão do primeiro pacote de tarifas. O Brasil já está sob uma tarifa global de 10% desde o ano passado.
Do lado brasileiro, o GT é coordenado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, com participação de representantes do Itamaraty. O objetivo é demonstrar que há superávit na relação comercial entre os dois países.
Além disso, o Brasil não descarta incluir outros pontos na negociação, como terras raras e etanol, caso haja demanda por parte dos EUA. Mesmo com a prorrogação, autoridades brasileiras não descartam a possibilidade de mais tempo de negociação.
A terceira ofensiva dos EUA, que prevê sobretaxa de 12,5% em razão de trabalho forçado, ainda não entrou na pauta do grupo; tratativas seguem como prioridade de reverter as tarifas existentes.
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