- A riqueza global de indivíduos com ativos investíveis acima de US$ 1 milhão atingiu US$ 98,3 trilhões em 2025, recorde, impulsionada pelo otimismo com a IA.
- O total de milionários chegou a 25,3 milhões, com aumento de quase nove por cento no ano; o grupo ultrarrico (US$ 30 milhões ou mais) somou 250 mil pessoas.
- Os Estados Unidos criaram 736 mil novos milionários em 2025, elevando o total para 8,7 milhões; a Ásia-Pacífico teve o maior salto de riqueza (alta de 10,5%), com Japão e China liderando os ganhos.
- Europa cresceu 6,5% em 2025; Luxemburgo teve expansão de 13,5%; na África, a alta de preços de metais impulsionou a riqueza, enquanto o Oriente Médio recuou por queda de petróleo e conflitos.
- Em janeiro de 2026, ações representavam 25% dos portfólios de alta renda; investimentos alternativos recuaram, mas dois em cada três investidores ricos pretendem aumentar private equity; mais de US$ 1,5 trilhão deixou de ir para instituições tradicionais entre 2022 e 2025.
O acúmulo de riqueza impulsionado pelo otimismo com a inteligência artificial levou a novo recorde global em 2025. A riqueza de indivíduos com ativos investíveis acima de US$ 1 milhão chegou a US$ 98,3 trilhões, segundo a Capgemini. O montante representa boa parte do PIB mundial de 2024.
O relatório mostra que o número de milionários atingiu 25,3 milhões, ante 23,4 milhões no ano anterior, com alta de quase 9% na riqueza entre esses eleitores de alta renda. A concentração permanece entre ultrarricos, com 250 mil pessoas acima de US$ 30 milhões.
Estados Unidos registraram a maior criação de milionários em 2025, totalizando 8,7 milhões e alta de 10% na riqueza. Contudo, a Ásia-Pacífico teve o maior salto, de 10,5%, puxado pela demanda por semicondutores, com Japão e China liderando.
Panorama regional
Na Europa houve expansão de 6,5% na população de alta renda, com Luxemburgo entre os mercados de maior crescimento, registrando +13,5%. Na África, o avanço veio principalmente de metais preciosos, enquanto o Oriente Médio sofreu retração devido a quedas de petróleo e conflitos.
Investimentos em ações responderam por cerca de 25% dos portfólios globais em janeiro de 2026, acima de 2025. Ainda assim, dois terços dos ricos pretendem aumentar a exposição a private equity, aponta o estudo da Capgemini.
O relatório aponta que pelo menos US$ 1,5 trilhão em novos ativos deixou de ir para instituições tradicionais entre 2022 e 2025, migrando para family offices e plataformas como corretoras de menor escala. O documento agrega dados de mais de 6,5 mil indivíduos de alta renda.
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