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Maior varejista do RS aos 90 anos concorre no lucrativo setor de shoppings

Grupo Zaffari, aos noventa anos, usa a experiência em supermercados para moldar shoppings e ampliar presença bilionária no varejo

Claudio Luiz Zaffari, diretor do Grupo Zaffari : empresa usa experiência em supermercados para crescer em shoppings (Leandro Fonseca/Exame)
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  • Grupo Zaffari, com 90 anos, faturou R$ 8,8 bilhões em 2025 apenas com a operação supermercadista, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).
  • O grupo administra 14 shoppings, sendo 12 com a bandeira Bourbon (11 no Rio Grande do Sul e 1 em São Paulo), além do Moinhos Shopping e do Shopping CenterLar, em Porto Alegre.
  • Bourbon Shopping São Paulo foi inaugurado em 2008 e tornou o supermercado Zaffari a âncora do empreendimento, em um projeto que ampliou o complexo para cerca de 200 mil metros quadrados de área construída.
  • A estratégia privilegia o supermercado como parte central da proposta de valor, buscando mesclar conveniência, serviços e entretenimento para atender a uma rotina completa do consumidor.
  • A expansão em São Paulo envolveu aquisição de terrenos na região, planos de ampliação do complexo e mudanças de operações, como a realocação da Pastelaria Brasileira por meio de permuta com os atuais proprietários.

O Grupo Zaffari expandiu sua atuação para o setor de shoppings em São Paulo, com o Bourbon Shopping São Paulo, inaugurado em março de 2008. O supermercado da rede gaúcha tornou-se a principal âncora do empreendimento, desenhado para combinar varejo e lazer.

A operação paulista marca a entrada da empresa em um mercado competitivo. Hoje, o grupo administra 14 shoppings, com 12 unidades sob a bandeira Bourbon, 11 no RS e uma em SP, além do Moinhos Shopping e do Shopping CenterLar, em Porto Alegre.

No fim de 2025, o Zaffari atingiu faturamento de 8,8 bilhões de reais apenas com supermercados, segundo a Agas. A receita com shoppings não é divulgada. A companhia soma 43 lojas no RS e SP, entre supermercados, atacarejos e centros comerciais.

A expansão em São Paulo

A transformação do Bourbon São Paulo começou muito antes da inauguração, com 11 anos entre a aquisição do antigo Shopping Matarazzo e a abertura do Bourbon em 2008. O projeto ampliou a área para 200 mil m², com 44,6 mil m² de área locável e 200 lojas.

O casarão do bairro Pompeia ganhou restaurantes, lojas e serviços. O complexo passou a abrigar o Teatro Bradesco e a primeira sala IMAX do Brasil, além de marcas como Zara, Renner, C&A e Sephora. A proposta incluiu uma oferta gastronômica robusta.

O foco era acompanhar a transformação da região, que passou de área industrial a polo residencial e cultural na zona oeste. O grupo buscou entender a demanda da comunidade para além da simples inauguração.

A lógica do supermercado dentro do shopping

A estratégia do Zaffari difere do modelo tradicional de âncoras. O supermercado é parte central da proposta de valor, conectando conveniência, serviços e entretenimento em um único espaço. O objetivo é facilitar a vida do consumidor.

Segundo Claudio Zaffari, o cliente busca resolver várias necessidades no mesmo lugar, otimizando tempo. A ideia se repete em novos empreendimentos, como o Bourbon Carlos Gomes em Porto Alegre, com torres comerciais eMix de usos.

Cada projeto observa o entorno e a demanda da comunidade, sem fórmula pronta. A expansão envolve também aquisição de terrenos e a integração de operações de alimentação, lojas e lazer aos shoppings.

Perspectivas de expansão e inovação

Com o sucesso no Bourbon São Paulo, o grupo planeja ampliar o complexo na região por meio de novas áreas comerciais ligadas ao shopping, conectadas por passarelas. A ideia é manter a região qualificada e sustentável.

A atualização do portfólio envolve ainda a realocação de operações históricas, como a Pastelaria Brasileira, que fará nova unidade próxima ao empreendimento, preservando a atividade no mesmo bairro.

A gestão destaca a necessidade de renovar constantemente os shoppings. O objetivo é manter relevância ao observar o consumidor, as marcas e o entorno, evitando depender apenas do desempenho do passado.

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