- A Paramount Skydance avalia vender canais infantis para destravar a aprovação da União Europeia para a oferta de US$ 110 bilhões pela Warner Bros.
- A ideia de venda é uma possível concessionária caso a UE identifique sobreposições que prejudiquem a concorrência; ainda não há decisão tomada sobre apresentar soluções formais.
- A UE quer entender impactos de canais adultos entre Paramount e Warner Bros Discovery na região, com preocupação de participação de mercado acima de 40% em alguns países.
- O financiamento da operação envolve cerca de US$ 24 bilhões de fundos do Oriente Médio, incluindo árabes e catari, com ações Classe B sem direito a voto para investidores.
- Regulatórios e prazos: a UE tem prazo inicial até 7 de julho para decidir, podendo abrir investigação aprofundada caso haja objeções; Reino Unido e EUA avaliam outros caminhos regulatórios.
O Paramount Skydance estuda vender ativos de canais infantis para facilitar a aprovação regulatória da fusão com a Warner Bros. A negociação envolve um acordo de US$ 110 bilhões e depende da avaliação dos reguladores europeus.
Pessoas familiarizadas com o caso disseram que a Paramount pode abrir mão dos canais infantis caso a UE identifique sobreposições que comprometam a concorrência. Ainda não houve decisão sobre medidas formais até o momento.
O prazo inicial da UE para uma decisão é 7 de julho, com a possibilidade de uma análise aprofundada se surgirem objeções. A decisão dependerá de como as soluções propostas aparecem diante da comissão.
Mudança de tema: competição na Europa
A equipe de Ellison precisa enfrentar a revisão da Comissão Europeia, que pode exigir desinvestimentos ou ajustes se a fusão violar regras de concorrência. A Paramount não comentou sobre o tema.
A operação envolve ainda a integração entre produtoras de Hollywood, redes globais e plataformas de streaming, com impacto potencial em canais infantis como Nickelodeon e Cartoon Network. A UE analisa impactos no mercado de conteúdo infantil.
Em paralelo, a UE avalia também questões sobre janelas de exibição nos cinemas, um ponto que pode exigir compromissos para evitar distorções no mercado europeu. O objetivo é mitigar impactos sobre a indústria cinematográfica.
O financiamento da oferta envolve fundos do Oriente Médio, entre eles o PIF da Arábia Saudita e a Autoridade de Investimento do Catar, além da L’Imad Holding de Abu Dhabi. Eles receberão ações com direito limitado de voto.
Reguladores dos EUA sinalizaram posição favorável à aprovação, segundo veículos como a Semafor, enquanto um grupo de estados pode atuar judicialmente para bloquear o negócio. A Califórnia lidera a contestação em outra frente.
A Paramount sinaliza intenção de fechar a operação no terceiro trimestre deste ano, desde que a revisão regulatória seja concluída de forma rápida. O cronograma depende de aprovações globais.
A Bloomberg, com informações de fontes ouvidas pela agência, reforça que o processo envolve dezenas de redes e conteúdos, além de um conjunto de acordos entre os estúdios e operadoras de canais.
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