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Produção de Combustível Sustentável de Aviação continua abaixo do esperado

IATA alerta que SAF deve alcançar 2,4 milhões de toneladas em 2026, apenas 0,8% do combustível consumido pela aviação

IATA quer Viabilizar mercado global de SAF com volumes suficientes e preços comercialmente viáveis
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  • A IATA estima que a produção global de SAF chegue a 2,4 milhões de toneladas em 2026, correspondendo a 0,8% do consumo total de combustível da aviação, a um custo de 4,3 bilhões de dólares para as companhias.
  • A associação aponta que o caminho para suprir 65% das necessidades de SAF em 2050 depende de expansão de energia renovável, acesso aberto à infraestrutura, apoio político estável e um mercado global viável.
  • O e‑SAF, combustível sintético, também pode ajudar na descarbonização, mas exige grande volume de energia renovável e insumos; a capacidade mundial em operação e construção fica em cerca de 0,02 milhão de toneladas, sem novas decisões de investimento no último ano.
  • A vice‑presidente de sustentabilidade da IATA, Marie Owens Thomsen, afirma que as metas de e‑SAF para 2030 estão irrealistas e que mandatos precoces elevam preços sem viabilidade econômica.
  • Pesquisa com passageiros de abril de 2026 mostra apoio significativo à descarbonização: 89% dizem que o setor deve reduzir emissões, 66% aceitariam pagar mais para compensar emissões e 88% esperam que os preços das passagens aumentem com investimentos em sustentabilidade.

A produção global de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) deve alcançar cerca de 2,4 milhões de toneladas em 2026, representando 0,8% do consumo total de combustível da aviação, segundo estimativas da IATA. O custo para as companhias chega a 4,3 bilhões de dólares, conforme o levantamento.

Willie Walsh, diretor-geral da IATA, lembra que, cinco anos após a meta de neutralidade de carbono até 2050, a participação do SAF continua baixa e aponta falhas em políticas públicas, falta de interesse de grandes empresas de petróleo e necessidade de impulso para um mercado viável.

Para acelerar a escala, a IATA defende ações coordenadas em quatro frentes: ampliar a oferta de energia renovável, garantir acesso aberto à infraestrutura de combustível, ampliar o apoio político com incentivos estáveis e criar um mercado global de SAF com preços viáveis.

Desafios da escala do SAF

Um sistema de book-and-claim é considerado essencial para tornar o SAF acessível globalmente, conectando fornecedores e companhias independentemente de localização. A harmonização de padrões ajuda a manter regras estáveis e concorrência justa no mercado.

A IATA também aponta a importância de assegurar que haja matéria-prima e energia limpa suficientes para sustentar a produção de SAF em escala global, com investimentos previsíveis e infraestrutura adequada em aeroportos.

O papel do e-SAF

O e-SAF, combustível sintético obtido via power-to-liquid, pode descarbonizar ainda mais o transporte aéreo. No entanto, requer grandes volumes de energia renovável, hidrogênio verde, água e CO2. A UE e o Reino Unido estabeleceram metas para até 2030, mas a capacidade atual global está na casa de 0,02 milhão de toneladas, com apenas uma planta em operação.

Especialistas destacam que as metas de 2030 para e-SAF podem exigir décadas de desenvolvimento para serem economicamente viáveis, se sustentadas por mandatos sem que haja expansão suficiente de energia renovável e capacidade de produção.

Apoio dos passageiros à descarbonização

Uma pesquisa da IATA de abril de 2026 mostra forte apoio dos passageiros à descarbonização. Cerca de 89% acreditam que o setor deve reduzir emissões mesmo com recuo de políticas públicas, e 66% estão dispostos a pagar mais para compensar impactos.

Quase 88% esperam maior elevação de preços das passagens devido a investimentos em sustentabilidade. Além disso, 25% priorizam recursos para SAF e 23% para tecnologias de redução de emissões, superando impostos (10%).

Entre os viajantes, 48% já consideram as emissões ao escolher voos, e, entre quem analisa, mais de 85% afirmam que a decisão é afetada pelo desempenho ambiental da empresa. Em resumo, a sustentabilidade já influencia escolhas e expectativas de mercado.

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