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Trabalhadores priorizam salário maior em vez de home office, aponta pesquisa

Salário, estabilidade e crescimento pesam mais que home office; estudo da CNI/Nexus aponta preferência pela carteira assinada entre jovens

Trabalhadores brasileiros ainda preferem emprego com carteira assinada
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  • Salário bom é o principal motivador para a ocupação desejada nos próximos cinco anos, citado por 28,7% dos entrevistados.
  • Estabilidade no emprego (22,4%) e perspectiva de crescimento na carreira (20,1%) vêm na sequência.
  • Principais entraves: falta de vagas com boas condições (22%), falta de experiência prática (17,6%) e oferta de cursos na região (16,9%).
  • Emprego formal regido pela CLT é a opção mais atrativa para parte dos trabalhadores, com 36,3% buscando vaga nesse regime; entre jovens de 25 a 34 anos, a preferência é ainda maior (41,4%).
  • Plataformas digitais de trabalho autônomo atraem cerca de 10%; além disso, 95% estavam satisfeitos com o emprego atual e 70% disseram estar muito satisfeitos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Nexus divulgou resultados de uma pesquisa que mostra prioridades dos trabalhadores brasileiros. O levantamento, divulgado na sexta-feira, revela que renda, estabilidade e crescimento na carreira pesam mais que a opção pelo home office. O estudo envolve trabalhadores em todo o Brasil.

A principal motivação é um bom salário, citado por 28,7% dos entrevistados como fator determinante para a ocupação desejada nos próximos cinco anos. Em seguida aparecem estabilidade no emprego, com 22,4%, e perspectiva de crescimento na carreira, com 20,1%.

Resultados principais

A pesquisa também aponta obstáculos para atingir objetivos profissionais. A falta de vagas com boas condições foi apontada por 22% dos respondentes. Experiência prática insuficiente aparece para 17,6%, e a carência de cursos compatíveis com o mercado, 16,9%.

Outros entraves incluem necessidade de cuidar de parentes (16,1%), falta de formação exigida pelo mercado (12,7%), pouca informação sobre vagas (11,9%) e discriminação por empregadores (8,3%).

Preferência por formalidade no trabalho

Sobre o tipo de oportunidade, o estudo indica que o emprego formal regido pela CLT é o mais atrativo para parte dos entrevistados, com 36,3% dos ocupados que buscaram trabalho no mês anterior preferindo vagas formais.

Entre jovens de 25 a 34 anos, essa preferência é ainda maior: 41,4% dos pesquisados que estavam trabalhando e procurando novas oportunidades optaram pela modalidade formal.

O trabalho autônomo por meio de plataformas digitais aparece como opção para cerca de 10% dos entrevistados; apenas 30% desse grupo vê a atividade como a principal fonte de renda.

Mais da metade dos respondentes demonstrou satisfação com o emprego atual. O levantamento aponta 95% de satisfação, sendo 70% muito satisfeitos.

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