- A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, com veto válido a partir de setembro, afetando carne bovina, de frango, de cavalo, além de tripas, peixe e mel.
- O Brasil perde acesso ao maior segundo mercado para suas carnes, respondendo por 5,7% do valor total exportado e 368,1 mil toneladas vendidas em 2025, cerca de US$ 1,8 bilhão.
- A carne bovina é a principal vítima, com US$ 1,048 bilhão exportados em 2025 (128 mil toneladas), o terceiro destino após China e EUA.
- Frango e mel também devem recuar: US$ 762 milhões (230 mil toneladas) de frango e US$ 6 milhões (mil toneladas) de mel; o país não exporta carne suína para a UE.
- A UE restringe antimicrobianos desde 2019; o Brasil proibiu avoparcina e virginiamicina em abril, e precisa banir os demais ou adotar rastreabilidade para retomar as exportações. Mercosul não foi atingido.
A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, em razão de regras sobre antimicrobianos na pecuária. A medida entra em vigor em setembro e pode gerar perdas de até US$ 2 bilhões por ano para o Brasil.
Antes autorizada, a carne brasileira deixa de ser vendida para a UE, que passa a bloquear carne bovina, frango e cavalo, além de tripas, peixe e mel. A UE é o segundo maior destino externo das carnes brasileiras, atrás dos EUA.
Em 2025, a UE comprou 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros, totalizando cerca de US$ 1,8 bilhão, segundo dados da Agrostat, do Ministério da Agricultura. A carne bovina é o item com maior impacto financeiro.
- Frango e mel também devem sofrer perdas. Em 2025, o Brasil exportou US$ 762 milhões em frango (230 mil toneladas) e US$ 6 milhões em mel (mil toneladas). Não há exportação de carne suína para a UE, conforme a ABPA.
As exigências da UE
As regras da UE contra antimicrobianos vêm em vigência desde 2019, proibindo substâncias como virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina para uso não terapêutico.
O Ministério da Agricultura já proibiu avoparcina e virginiamicina em abril, mas os demais remédios seguem permitidos no Brasil. O país pode banir todos ou adotar sistema de rastreabilidade para retomar exportações.
Uma segunda alternativa envolve demonstrar que rebanhos não consomem as substâncias proibidas, processo que exige tempo e custo adicionais. Vizinhos do Mercosul não foram atingidos pela medida. Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem com acesso à UE.
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