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Azul planeja cortar voos domésticos devido ao aumento do preço do combustível

Azul pode reduzir voos domésticos devido à alta do combustível, cortando frequências menos rentáveis para preservar caixa e evitar prejuízos

Curitiba foi citada como exemplo pelo diretor-executivo da Azul, John Rodgerson. (Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo)
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  • A Azul informou que pode reduzir a quantidade de voos domésticos nos próximos meses por conta da alta do combustível de aviação, causada pela guerra no Irã e pelos bloqueios no estreito de Ormuz.
  • O presidente da companhia, John Rodgerson, disse que os cortes já feitos devem continuar para preservar o caixa e evitar prejuízos maiores, priorizando rotas menos rentáveis.
  • A estratégia é diminuir a frequência em trechos específicos em vez de cancelar cidades inteiras; exemplo citado: Curitiba poderia passar de seis para quatro decolagens diárias.
  • Na última segunda-feira, a Petrobras anunciou redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação para distribuidoras a partir de junho, o que pode aliviar custos no curto prazo.
  • A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que o combustível já representa cerca de 45% das despesas operacionais; o preço do querosene de aviação acumula alta de 54,5% em 2026.

A Azul Linhas Aéreas informou que pode reduzir a malha de voos domésticos nos próximos meses devido à alta do combustível de aviação, motivada pelo conflito no Irã e pelos bloqueios no estreito de Ormuz. A informação foi veiculada pela Reuters.

Segundo o presidente da Azul, John Rodgerson, a companhia já vinha cortando operações, achando o conflito passageiro, mas a continuidade da crise exigirá novos ajustes para preservar o caixa e evitar prejuízos maiores.

A estratégia é priorizar cortes em frequências de rotas menos rentáveis antes de reduzir destinos, o que pode afetar a oferta de passagens e pressionar tarifas no setor. Rodgerson citou exemplos de trajetos com múltiplas frequências diárias.

Até o momento, os cortes atingiram voos internacionais; a próxima etapa pode envolver diminuição de decolagens em trechos com alta densidade de voos domésticos, sem cancelar cidades inteiras da malha.

A alta do combustível coincide com a queda anunciada pela Petrobras, que diminuiu em 14,2% o preço médio do querosene de aviação para distribuidoras a partir de junho, um ajuste que tende a aliviar custos no curto prazo.

Mesmo com a redução, o QAV acumula alta de 54,5% em 2026. Em comparação com dezembro do ano passado, o preço médio do combustível está cerca de 1,98 real por litro maior, pesando sobre as despesas das aéreas.

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