Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil não aplica tarifas sobre os principais produtos importados dos EUA

Brasil não aplica tarifas sobre nenhum dos dez produtos dos Estados Unidos mais importados em 2026; EUA cobram tarifas sobre quatro dos dez produtos brasileiros mais importados

Levantamento do Poder360 analisou as taxas dos 20 produtos com maior participação na balança comercial Brasil-EUA
0:00
Carregando...
0:00
  • Brasil não aplica tarifas adicionais sobre nenhum dos dez produtos norte‑americanos mais importados pelo país em 2026.
  • Investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), aberta em 2025, discutia práticas protecionistas brasileiras e recomedou tarifa de vinte e cinco por cento sobre produtos brasileiros.
  • Dados usados pelo levantamento do Poder360 vão de janeiro a maio de 2026, com informações da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) e da Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) para o Brasil.
  • Em contrapartida, EUA cobram tarifas sobre quatro dos dez produtos brasileiros mais importados pelo país, segundo o levantamento.
  • Ex‑secretário Welber Barral comenta que a mudança de discurso americano pode ser estratégica para ampliar abertura de setores de interesse dos EUA, destacando que tarifa nominal não define abertura real.

O Brasil não impôs tarifas adicionais sobre nenhum dos 10 produtos norte-americanos mais importados em 2026, apesar de acusações de práticas comerciais desleais vindas dos EUA. A investigação do USTR, aberta em 2025, citou déficits comerciais, mas o foco atual não é apenas o saldo entre as duas economias.

O levantamento do Poder360 considerou os 20 itens com maior participação na balança Brasil–EUA, avaliando os 10 mais importados pelo Brasil e os 10 mais importados pelos EUA, entre janeiro e maio de 2026. Os dados dos EUA vêm da USITC, e os do Brasil seguem a Tarifa Externa Comum do Mercosul.

Historicamente, Washington acusou o Brasil de protecionismo; no entanto, o relatório recente do USTR não cita esse mecanismo. O documento aponta apenas duas medidas tarifárias: acordos bilaterais com Índia e México, e a tributação de 18% sobre o etanol brasileiro.

Mudança de tom nas justificativas

Analista ressalta que a diferença entre planos sugere motivação distinta. No âmbito sistêmico, o Brasil continua buscando abertura e competitividade; bilateralmente, a retórica protecionista aparece como estratégia de negociação dos EUA, segundo especialista.

Segundo Welber Barral, a acusação de protecionismo tem timming político e não se sustenta como comparação direta de tarifas. Ele afirma que tarifa nominal não equivale a abertura real, já que os EUA também protegem setores sensíveis por meio de outros instrumentos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais