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Dificuldades de licenciamento no exterior elevam Brasil como foco de investimentos

Brasil ganha atratividade para investimentos em minerais críticos com marco regulatório aprovado, diante de licenciamento mais rígido no exterior

Dificuldades em licenciamento nos EUA, Canadá e Austrália tornam Brasil foco para investimentos
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  • O Brasil avança na regulação de minerais críticos com a aprovação do Projeto de Lei 2780/2024 pela Câmara, seguindo para o Senado.
  • Em Canadá, Austrália e Estados Unidos, o tempo de desenvolvimento de projetos caiu? Não, aumentou; o licenciamento ficou mais complexo e a pressão social cresce, elevando as dificuldades para tirar projetos do papel.
  • Em 2025, o BNDES e a Finep lançaram uma chamada pública que recebeu propostas de investimento de R$ 85,2 bilhões, com 56 planos de negócios aprovados para o Plano de Suporte Conjunto (PSC) somando R$ 45,8 bilhões.
  • O BNDES e a Vale atuam como âncoras de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) que pode chegar a até R$ 2 bilhões para financiar projetos de minerais críticos, incluindo terras raras.
  • Com condições de financiamento favoráveis e um reserva mineral robusta, o Brasil passa a atrair interesse em projetos de terras raras em Goiás e Minas Gerais, além de lítio no Vale do Jequitinhonha, cobre e níquel estratégicos para baterias.

Com a aprovação do PL 2780/2024, o Brasil avança na construção de um marco regulatório para minerais críticos, visando atrair investimentos estrangeiros e acelerar projetos. O país se posiciona como jurisdição neutra entre grandes polos, segundo analistas.

Aumento do tempo de licenciamento e oposição social elevam a dificuldade de levar projetos adiante na Canadá, Austrália e EUA. Em meio a essa corrida global por minerais estratégicos, o Brasil aparece como opção estável para investidores, com processos regulatórios mais previsíveis.

Na Câmara, o projeto foi aprovado em maio e seguiu para o Senado. Ele define a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, além de incentivar financiamento e industrialização. Uma análise posterior às operações substituiu a exigência inicial de anuência prévia em M&A.

Avanço regulatório

O PL 2780/2024 prevê mecanismos de apoio a projetos e facilita a atração de capital para mineração. A expectativa é acelerar o ritmo de investimentos e incorporar mais projetos produtivos na próxima década, com foco em terras raras, lítio, cobre e níquel.

Financiamento e investimentos

O Brasil também colhe avanços no financiamento. Em 2025, o BNDES e a Finep lançaram uma chamada pública para transformar minerais críticos, recebendo propostas que somaram cerca de R$ 85,2 bilhões em investimentos potenciais. Destas, 56 planos avançaram para o PSC, somando R$ 45,8 bilhões.

BNDES e Vale atuam como âncoras de um Fundo de Investimento em Participações que pode chegar a até R$ 2 bilhões. O objetivo é financiar pesquisas minerais e o desenvolvimento de minas, com gestão compartilhada entre Régia Capital e Ore Investments.

Especialistas observam que, com condições de financiamento estáveis e um parque mineral robusto, projetos de menor porte podem se tornar alvo de aquisições. A atuação pode se concentrar em terras raras em Goiás e Minas Gerais, além de lítio no Vale do Jequitinhonha e ativos estratégicos de cobre e níquel para baterias.

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