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Ethiopian Airlines decidirá nos próximos meses pedido de 25 jatos

Ethiopian Airlines avaliará, em até três meses, pedido de 25 jatos médios (A220, E‑2, MAX 7) para rotas domésticas e vizinhas, diante alta de combustível

Avião da Ethiopian Airlines na pista do Aeroporto de Manchester, em Manchester
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  • A Ethiopian Airlines decidirá nos próximos três meses sobre um pedido de 25 jatos comerciais menores para expandir a rede local.
  • A companhia analisa os modelos Airbus A220, Embraer E‑2 e Boeing 737 MAX 7, que deve ser certificado pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos ainda neste ano.
  • Os aviões seriam usados em rotas domésticas e em países vizinhos.
  • O anúncio foi feito pelo presidente-executivo Mesfin Tasew Bekele durante encontro de executivos no Brasil, à margem da cúpula da International Air Transport Association no Rio de Janeiro.
  • A Ethiopian enfrenta alta de custos com combustível, que subiu cerca de sessenta por cento, e tem feito cortes na demanda para o Oriente Médio; o programa A220 continua no vermelho.

A Ethiopian Airlines decidirá nos próximos três meses sobre um pedido de 25 jatos comerciais menores para ampliar a rede local, afirmou o CEO Mesfin Tasew Bekele durante encontro de executivos no Brasil, na noite de sábado. A informaçao foi dada em meio à cúpula anual da Iata, realizada no Rio de Janeiro.

A companhia africana avalia opções entre o Airbus A220, o Embraer E-2 e o Boeing 737 MAX 7, com a certificação do MAX 7 prevista pela FAA ainda neste ano. Os aviões seriam empregados em rotas domésticas e para países vizinhos, ampliando a conectividade regional.

Bekele não detalhou os requisitos específicos que complicam a decisão, mas indicou que a definição deverá sair em até três meses. O programa A220 mantém-se no vermelho, enfrentando forte concorrência da Embraer.

O aumento dos preços dos combustíveis, em meio a tensões geopolíticas, afetou a lucratividade das empresas aéreas e levou a Ethiopian a reduzir voos para o Oriente Médio, incluindo a frequência para Dubai, que passou de três para dois diários. Além disso, a companhia já registra custos maiores com combustível.

No conjunto da operação, o grupo informou que o consumo de combustível está cerca de 60% acima de patamares históricos. A Ethiopian diz ter resolvido a escassez de suprimentos, mas reconhece que o custo da energia continua sendo um desafio importante.

Desafios operacionais e financeiros

A direção da Ethiopian acompanha de perto o impacto de preço do combustível, além da demanda por viagens regionais. A decisão sobre os 25 jatos deverá influenciar planos de expansão e a malha regional da empresa nos próximos anos.

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