- De janeiro a abril de 2026, juros sobre capital próprio, dividendos e outros itens de empresas listadas na B3 somaram R$ 116,7 bilhões, queda de 27,3% frente ao mesmo período de 2025, que totalizou R$ 160,5 bilhões.
- Parte da queda ocorreu porque companhias anteciparam pagamentos para o fim de 2025 para evitar tributos aos acionistas.
- A partir de 2026, quem recebe mais de R$ 50 mil por mês passou a pagar pelo menos 10% de Imposto de Renda sobre dividendos, tirando o benefício de isenção.
- O governo estima arrecadar R$ 30 bilhões com IR sobre dividendos em 2026, mas tiveram apenas R$ 885 milhões arrecadados até abril.
- A Vale foi a empresa que mais pagou dividendos de janeiro a maio de 2026, totalizando R$ 32,5 bilhões, alta de 169,1% em relação aos R$ 12,1 bilhões de 2025.
O total de pagamentos a acionistas em ações listadas na B3, incluindo juros sobre capital próprio, dividendos e itens similares, somou 116,7 bilhões de reais de janeiro a abril de 2026. O valor representa uma queda de 27,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram pagos 160,5 bilhões.
Parte da queda ocorre porque algumas empresas anteciparam pagamentos para o fim de 2025, com o objetivo de evitar tributação dos acionistas. A tributação sobre dividendos ganhou alíquota de IR a partir de 2026 para quem recebe mais de 50 mil reais por mês, incluindo dividendos.
Novos impactos tributários e metas de arrecadação
O governo projeta uma arrecadação de 30 bilhões de reais com IR sobre dividendos em 2026, mas registrou apenas 885 milhões de reais até abril. O efeito esperado é reduzir a isenção para parte dos recebimentos de acionistas e impactar o fluxo de pagamentos.
Destaque por empresa
A Vale liderou os pagamentos entre janeiro e maio de 2026, com 32,5 bilhões de reais, conforme levantamento da plataforma Seu Dividendo. Houve aumento de 169,1% frente aos 12,1 bilhões pagos em 2025.
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