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Preço do chocolate pode subir com o El Niño

El Niño pode elevar o preço do chocolate; África Ocidental, com 70% do cacau mundial, já registra pressão de custos

Diversos frutos de cacau maduros em tons de amarelo, laranja, verde e vermelho estão empilhados sobre folhas secas marrons no solo.
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  • El Niño deve se agravar durante a Copa do Mundo, com probabilidade de 82% até julho e de 96% entre dezembro e fevereiro, afetando o clima no hemisfério Sul.
  • No Brasil, há expectativa de chuvas acima da média no Sul e risco de secas no Nordeste e Norte, além de possíveis enchentes no Sul e incêndios na Amazônia.
  • O governo criou um grupo de especialistas do MMA, Cemaden, Inpe e UFRJ para articular ações entre os três níveis de governo.
  • No Congresso, a bancada ruralista avança com pacotes antiambientais, incluindo banimento de notificações de desmatamento por sistemas automáticos.
  • O preço do chocolate tende a subir, já que 70% do cacau mundial vem da África Ocidental, onde há impactos que elevam custos.

Em meio à Copa do Mundo, a temperatura do Pacífico deve se manter elevada, agravando El Niño já neste período. A previsão aponta consequências climáticas que podem durar até o verão no hemisfério Sul, entre dezembro e fevereiro.

Especialistas destacam que o fenômeno afeta a pesca, padrões de chuva e a circulação de ventos, provocando distúrbios climáticos em diferentes regiões. O cenário é acompanhado por alertas de instituições técnicas.

O governo federal formou um grupo de trabalho com MMA, Cemaden, Inpe e a UFRJ para planejar articulação entre os três níveis de governo. A intenção é mapear impactos e estratégias de adaptação.

Impactos previstos no Brasil e no mundo

Precipitações acima da média são esperadas na região Sul, com risco de inundações. No Nordeste e no Norte, podem ocorrer secas mais intensas e maior probabilidade de incêndios na Amazônia.

A América Latina já vivencia elevações térmicas, enquanto a África Ocidental, maior produtora de cacau, pode sofrer com menor produção. O mercado internacional de cacau reage com alta de preços, afetando o chocolate.

Desafios de infraestrutura e políticas públicas

Críticas recaem sobre a falta de infraestrutura e recursos para adaptação a eventos extremos. Observa-se histórico de políticas ambientais questionadas pelo Legislativo, com avanços e retrocessos depende de votações.

O Congresso tem discutido pacotes antiambientais, incluindo medidas associadas a notificações de desmatamento, o que pode influenciar a capacidade de monitoramento ambiental no país.

Estudos e impactos sociais

Pesquisa da USP, publicada em Environmental Research, liga temperaturas mais altas a aumento de violência urbana entre 2000 e 2019, em 307 cidades, com ondas de calor que afetam o cotidiano.

Temperaturas altas já impactam várias regiões, com exemplos em Europa, Reino Unido e Índia, conforme o estudo citado. A dinâmica climática é apresentada como desafio público e de saúde.

Mercado de cacau e preço do chocolate

O impacto do El Niño também atinge o exterior: na África Ocidental, que concentra cerca de 70% da produção mundial de cacau, as cotações sobem. Em maio, o preço da amêndoa subiu cerca de 10%.

Fatores climáticos influenciam a oferta de cacau e, por consequência, o custo do chocolate ao consumidor. Os efeitos são estudados por especialistas e monitorados por autoridades meteorológicas.

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