- SpaceX abriu capital com avaliação de cerca de US$ 1,7 trilhão, potencialmente o maior IPO da história, segundo o prospecto divulgado em 20 de maio.
- A receita consolidada da empresa em 2025 foi de US$ 18,7 bilhões.
- A divisão Starlink (conectividade) gerou US$ 11,4 bilhões de receita em 2025, com US$ 4,4 bilhões de lucro operacional e cerca de US$ 7,2 bilhões de Ebitda ajustado.
- A operação espacial (Starship) teve US$ 4,1 bilhões de receita em 2025, registro de prejuízo operacional de US$ 657 milhões e aproximadamente US$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.
- A divisão de IA (Grok) gerou US$ 3,2 bilhões de receita em 2025, mas acumulou prejuízo operacional de US$ 6,4 bilhões e investiu US$ 12,7 bilhões no período, contribuindo para a narrativa de valorização futura.
Elon Musk revelou planos de abrir o capital da SpaceX com uma abordagem inusitada: combinar receitas de três negócios no mesmo prato e cobrar pelo item mais caro. O prospecto de abertura, divulgado em 20 de maio, mostra uma receita consolidada de 18,7 bilhões de dólares em 2025. O valor da avaliação, segundo relatos, gira em torno de 1,7 trilhão de dólares.
A ideia era vender uma fatia do grupo SpaceX, deixando o mercado avaliar a soma de conectividade, exploração espacial e IA. O anúncio gerou expectativa de recorde de IPO, caso confirmado, e coloca a empresa entre as mais valiosas do mundo.
A leitura do texto de abertura revela a lógica de avaliação: o investidor pagaria cerca de 91 vezes a receita anual, um múltiplo elevado para negócios de larga escala e previsibilidade reduzida. O preço reflete o potencial futuro da empresa, não apenas o que já entrega hoje.
A primeira peça do prato é a conectividade. A Starlink abriu 2025 com 11,4 bilhões de dólares de receita, lucro operacional de 4,4 bilhões e EBITDA ajustado de 7,2 bilhões. Apesar da geração de caixa, é uma operação de infraestrutura em maturação.
A segunda peça é a batata frita, a operação espacial. Em 2025, a SpaceX registrou 4,1 bilhões de receita, com prejuízo operacional de 657 milhões e 3 bilhões de dólares em P&D para o programa Starship. Resultados promissores dependem de avanços tecnológicos.
A última peça é o wagyu, a IA. A divisão de IA rendeu 3,2 bilhões de receita, porém registrou prejuízo operacional de 6,4 bilhões e 12,7 bilhões em investimentos. O otimismo do mercado decorre do que a IA pode render no futuro, não do desempenho atual.
A narrativa de governança do IPO gira em torno do que poderia ser realizado com o conjunto de negócios. Embora a IA seja a principal fonte de entusiasmo, o valor depende de resultados concretos das três frentes para sustentar o preço cobrado.
Análise do valuation e riscos
A combinação de receitas atuais com promessas futuras cria um equilíbrio arriscado para investidores. O mercado encara aSpaceX como uma empresa fascinante, com potencial disruptivo na exploração espacial e na IA. O preço, porém, depende da confirmação de resultados.
O artigo ressalta que o investidor assume a expectativa de crescimento por anos. Mesmo com potencial disruptivo, múltiplos elevados costumam exigir comprovação contínua de desempenho sólido e sustentável. A viabilidade depende de execução em diferentes setores.
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