- O euro abriu a segunda-feira em alta, cotado a 5,9780 reais às 12h14, com máxima de 5,9935 reais durante a sessão.
- O patamar atual é o mais elevado desde 7 de abril.
- Em janeiro, a moeda europeia chegou a ser cotada a 6,35 reais.
- Economista-chefe André Galhardo aponta dois fatores para o movimento: expectativa de alta de juros na Zona do Euro e impactos da nova rodada de tarifas dos EUA.
- O dólar também sofreu queda recente, com o índice DXY recuando 0,64% na última sexta-feira, o que favorece o avanço do euro.
A trégua no câmbio parece ter ficado para trás, com o euro ganhando força frente ao real nos últimos dias. Nesta segunda-feira (8), a moeda europeia operava em alta e passou de R$ 5,97, marcando R$ 5,9780 por volta das 12h14, com máxima intradia de R$ 5,9935. O patamar atual é o mais alto desde 7 de abril.
A alta ocorre em meio a sinais de possibilidade de aumento de juros na Zona do Euro. Membros do BCE, incluindo a economista Isabel Schnabel, têm ressaltado a necessidade de elevar as taxas diante da inflação crescente. Esse discurso pode influenciar decisões de investidores e a composição de carteiras.
Além disso, fatores externos como a escalada da guerra comercial envolvendo os Estados Unidos ajudam a explicar o movimento. O índice do dólar (DXY) caiu 0,64% na última sexta, reforçando o ambiente de busca por ativos considerados de refúgio. Analistas apontam que a alta do euro pode refletir esse cenário de aversão a riscos.
Em janeiro, pela taxa de câmbio, o euro já era cotado a cerca de R$ 6,35, o que evidencia a volatilidade recente da moeda europeia frente ao real. Nos próximos dias, investidores ficarão atentos a novos comunicados do BCE e a desdobramentos da guerra comercial para entender o ritmo da cotação.
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