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Fim da escala 6×1: alterar horários ou contratar mais funcionários

Fim da escala 6x1 pode exigir reorganização de turnos e automação, ou contratação, conforme a produtividade e a natureza da operação, com PEC ainda em avaliação no Senado

Texto em votação reduz jornada semanal de 44 horas para 40 horas — Foto: Freepik
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  • Câmara aprovou a PEC que encerra a escala 6×1, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais em 14 meses; dois dias de folga passam a valer 60 dias após a promulgação; matéria segue para o Senado.
  • A decisão entre automação e novas contratações depende do modelo de negócio e da produtividade por hora.
  • Possíveis caminhos: reorganizar turnos, usar banco de horas e investir em automação, IA e sistemas de gestão para reduzir a dependência de mão de obra.
  • Exemplo prático: a DomEduc adotou o modelo 5×2 com uso de IA, permitindo escalabilidade sem perder performance.
  • Em setores com demanda presencial, como alimentação, abrir mão da escala pode exigir contratações para cobertura; estudo aponta perdas de horas por empregado e casos como Seven Kings Burger, que ampliou dias de funcionamento com pouco aumento de equipe.

A Câmara dos Deputados aprovou, no fim de maio, a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. A mudança reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais em 14 meses, com dois dias de folga por semana valendo 60 dias após a promulgação, etapa que marca a entrada em vigor. A PEC ainda precisa passar pelo Senado.

Especialistas destacam que não há uma resposta única para o dilema entre automação e contratações adicionais. O modelo de negócio e o grau de maturidade tecnológica da operação definem se a saída é reorganizar turnos, adotar banco de horas ou investir em tecnologia.

Contexto: impactos diretos nas empresas

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, aponta que a mudança não implica, obrigatoriamente, mais empregos. O foco, segundo ele, é aumentar a produtividade por hora trabalhada, reduzindo depender da contratação adicional.

Entre as estratégias apontadas estão a reorganização de turnos, o uso de banco de horas e, principalmente, a automação. Sistemas de gestão, autoatendimento, cardápios digitais e IA são citados como caminhos para reduzir a dependência de mão de obra.

Casos práticos e cenários setoriais

A DomEduc, empresa de educação corporativa, adotou o modelo 5×2 para acompanhar o crescimento com eficiência. O CEO Douglas Domingues diz que a tecnologia permitiu redistribuir a operação e automatizar etapas da jornada do aluno, mantendo desempenho.

Em atividades com demanda presencial constante, como alimentação, a contratação pode ser necessária para manter a cobertura operacional. Estudos sugerem que a perda de horas por empregado tende a aumentar conforme o volume reduzido de horas por pessoa.

Experiência de mercado

A Seven Kings Burger, rede com três unidades, conseguiu absorver o impacto pela implantação gradual do 5×2 e abriu mais um dia de atendimento, contratando apenas um funcionário adicional. Segundo o sócio Fernando Russel, o efeito foi positivo, com equipes mais motivadas.

O professor Jorge Ferreira dos Santos Filho, da ESPM, ressalta que a contratação costuma ficar evidente quando há déficit de cobertura, especialmente se já há turnos exaustos ou muitas horas extras.

Perguntas orientadoras para decidir

1) Qual a dependência real de horas presenciais? 2) Qual o custo de fechar um dia de atendimento? 3) Como está a produtividade por hora? 4) Qual o custo total da contratação, incluindo encargos e benefícios?

Professores consultados destacam que, a longo prazo, a flexibilização pode reduzir perdas como turnover, afastamentos e queda de produtividade, se bem gerida.

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