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IA se amplia nas empresas, do uso pessoal à organização coletiva

IA avança de uso individual para operação integrada nas empresas, exigindo governança de dados e sistemas robustos diante da reforma tributária

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  • A inteligência artificial expandiu do uso pessoal para atuar de forma integrada nas operações das empresas, conectando informações e apoiando equipes em tempo real.
  • O avanço ocorre em camadas: do uso individual à automação de fluxos e, por fim, à compreensão do contexto completo da organização para sugerir melhorias.
  • A governança de dados ganha destaque, com foco em proteção, qualidade e uso responsável das informações corporativas.
  • Profissionais, inclusive na área tributária, passam a exigir conhecimentos em legislação aliada ao domínio de sistemas e ferramentas de IA.
  • A reforma tributária aumenta a necessidade de sistemas robustos, integração entre plataformas e monitoramento em tempo real de informações fiscais.

A inteligência artificial já faz parte da vida de milhões, ajudando a produzir textos, realizar pesquisas e organizar tarefas. No ambiente empresarial, a tecnologia passa a integrar processos de negócio, conectando informações, automatizando decisões e apoiando equipes em tempo real. O objetivo é transformar a IA em um ativo estratégico, além de um recurso de produtividade.

A expansão acontece além do uso pessoal. Em operações, a IA sai dos escritórios e chega à linha de frente, acompanhando vendedores, técnicos e equipes de campo com informações contextuais no momento da atividade. Segundo o CEO da UMov.me, Alexandre Trevisan, isso eleva a capacidade de execução e os resultados.

IA avança nas operações

A evolução ocorre em camadas: primeiro, o uso individual por meio de plataformas comuns; depois, a automação de tarefas e a integração de sistemas; por fim, a compreensão do contexto organizacional para monitorar processos e sugerir melhorias. Trevisan aponta que a IA infiltra-se na companhia como um todo.

Essa mudança traz desafios de governança e de dados. Com maior acesso a informações corporativas, cresce a necessidade de controle para que os dados gerem valor sem comprometer a privacidade. A governança aparece como tema central da transformação digital, segundo o executivo.

Mudança no perfil dos profissionais

A adoção da IA provoca ajustes na formação dos profissionais, principalmente em áreas técnicas. Em tributos, por exemplo, não basta conhecer a legislação: é preciso entender também de sistemas. A diretora de conteúdo tributário da Systex/Vertex, Ana Paula Maciel, ressalta a necessidade de integração entre jurídico e tecnologia.

Para Ana Paula, a qualidade dos dados será decisiva nos próximos anos. Erros sobre produtos, fiscalidade e alíquotas podem aumentar custos e comprometer operações. Sistemas robustos e integrados ganham protagonismo, não apenas para cálculos, mas para manter dados confiáveis.

Reforma tributária e tecnologia

A reforma tributária eleva ainda mais a demanda por tecnologia. A transição requer atualização constante de regras, integração entre plataformas e monitoramento em tempo real de informações fiscais. Sem sistemas eficientes, a navegação nesse período se torna praticamente inviável.

A visão de Ana Paula é que a IA, automação e gestão de dados passam a ser requisitos básicos para a sobrevivência das empresas brasileiras. O uso estratégico da tecnologia é visto como resposta às mudanças regulatórias e às pressões por eficiência.

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