- ESG já vincula parte da remuneração executiva, com metas sustentáveis atreladas a bônus, exigidas por normas como CSRD e IFRS S2, baseando-se em dados primários auditados.
- Pesquisas apontam que entre dez e trinta por cento do bônus variável de líderes é ligado a metas ESG, e 78% das companhias de capital aberto já conectam metas ESG à remuneração.
- Além disso, 88% das empresas que definem metas de sustentabilidade para o conselho alinham esses indicadores a temas relevantes para o negócio.
- Scope 3 pode representar até noventa por cento da pegada de carbono de uma empresa, e as emissões da cadeia de suprimentos podem ser até 11 vezes maiores que as operacionais.
- A adoção de indicadores frágeis é considerada risco, com a necessidade de dados primários, auditoria independente e materialidade para evitar greenwashing; a Ecomilhas oferece plataforma que rastreia deslocamentos de colaboradores com dados auditados.
Nos últimos anos, métricas ESG deixaram de ser discurso para influenciar remuneração de executivos. Normas como CSRD, IFRS S2 e a pressão de investidores exigem metas sustentáveis auditáveis e conectadas à operação real.
Empresas de capital aberto já vinculam entre 10% e 30% do bônus variável a metas ESG, segundo Lucas Nicoleti, CEO da Ecomilhas. Estudos internacionais corroboram a tendência de incorporar sustentabilidade à governança.
Uma visão ampla mostra que 78% das companhias avaliadas pela KPMG vinculam metas ESG à remuneração executiva, e 88% alinham indicadores a temas relevantes para o negócio, variando por país.
O cenário resulta de pressões regulatórias, de capital e operacionais que transformaram ESG de pauta institucional em fator de remuneração. Metas de bônus passam a ser tratadas como linha de receita.
As métricas mais maduras hoje incluem redução de emissões Scope 1 e 2, diversidade de liderança e segurança no trabalho. O indicador precisa ser auditável, mensurável e material, com tendência de migrar para o Scope 3.
Estudos indicam que o Scope 3 pode representar até 90% da pegada de carbono de uma empresa, enquanto as emissões da cadeia de suprimentos podem superar as operacionais em até 11 vezes, segundo McKinsey e CDP.
Apesar da complexidade, a maioria das empresas recorre a estimativas por gasto ou pesquisa, com margens de erro que podem chegar a 70%. A deslocação casa-trabalho é apontada como o pior caso por depender de auto-relato.
Riscos ligados a métricas frágeis já são vistos como ameaça ao real ESG. A Science Based Targets initiative rejeitou mais de 200 metas em 2024 por falta de evidência mensurável, aponta o executivo.
Para evitar greenwashing, a Ecomilhas defende três pilares: dados primários, auditoria independente e materialidade. A checagem externa é fundamental para confirmar a validade das metas.
A empresa atua com tecnologia capaz de rastrear deslocamentos de colaboradores via GPS, com dados primários, individualizados e auditados pela KPMG. O sistema alimenta CDP, GHG Protocol e CSRD sem retrabalho metodológico.
Essa solução facilita a conformidade com padrões internacionais, reduz a dependência de estimativas e reforça a transparência na relação entre remuneração e desempenho sustentável.
Em resumo, a integração entre governança, regulação e remuneração exige métricas verificáveis e auditadas para evitar distorções e garantir que metas ESG acompanhem a operação real das empresas.
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