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Petróleo fica perto de US$95 com alta no Oriente Médio e risco à oferta

Geopolítica no Oriente Médio aumenta prêmio de risco e pressiona oferta global de petróleo, com Ormuz em foco

O petróleo sobe nesta segunda-feira após Israel e Irã retomarem os ataques e elevarem o risco geopolítico no Oriente Médio. Brent volta a operar perto de US$ 95 por barril.
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  • O Brent opera próximo de US$ 94,84 por barril e o WTI around US$ 91,88, às 9h45, com a escalada no Oriente Médio pressionando o petróleo.
  • Ataques entre Israel e Irã reacendem o temor de interrupções no abastecimento global, elevando o prêmio de risco da commodity.
  • Oito medidas políticas incluem sanções da União Europeia contra a Guarda Revolucionária Islâmica e autoridades iranianas por ameaças à navegação em Ormuz.
  • A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) aumentou produção em cerca de 188 mil barris por dia a partir de julho, mas o mercado vê o risco geopolítico como determinante.
  • A inflação e os juros devem receber atenção nesta semana, com CPI dos EUA e IPCA do Brasil em foco, impactando previsões de política monetária e custos de combustível para setores como aviação.

O petróleo teve alta nesta segunda-feira, com o Brent próximo de US$ 95 e o WTI em torno de US$ 92, após a retomada de ataques entre Israel e Irã. A escalada no Oriente Médio elevou a percepção de risco para o suprimento global e pressionou o preço da commodity.

Às 9h45, o Brent para agosto subia 1,88%, a US$ 94,84 por barril, enquanto o WTI para julho avançava 1,48%, a US$ 91,88. Ganhos chegaram a superar 4% mais cedo, antes da notícia de suspensão de operações militares divulgada pela Guarda Revolucionária iraniana.

Cenário geopolítico

A retomada dos ataques atingiu alvos militares iranianos, com explosões registradas em Teerã, Isfahan, Karaj e Tabriz. O Irã respondeu com novas ondas de mísseis, aumentando a tensão regional e o receio de interrupções no fornecimento global.

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu cessar-fogo e a interrupção das hostilidades, em sinal de o governo americano buscar reduzir a escalada. O desenvolvimento amplia a incerteza sobre negociações com Teerã.

Ormuz, o ponto sensível

O Estreito de Ormuz segue como variável crucial para o petróleo, dado o tráfego de cerca de um quinto das avaliaçōes globais. Mesmo sem fechamento formal, o mercado incorpora prêmio de risco diante do possível impacto na navegação.

A União Europeia anunciou sanções contra membros da Guarda Revolucionária e autoridades iranianas por ameaças à liberdade de navegação em Ormuz, reforçando a percepção de vulnerabilidade da rota. A medida é inédita para punir ações na região.

Impactos e expectativas

A alta recente coincide com a apreciação de ativos de risco e com a expectativa de que o setor de energia repercuta em inflação e juros. A Opep+ elevou a produção em cerca de 188 mil barris por dia a partir de julho, mas o mercado vê o gesto como insuficiente frente aos riscos.

Nos EUA, o CPI é aguardado para indicar trajetória das taxas de juros, enquanto no Brasil o IPCA de maio influencia o Copom. Empresas aéreas já ajustam custos com combustível, pesando sobre lucros futuros.

Panorama para o curto prazo

Analistas destacam que o fator geopolítico pode manter o petróleo em patamares elevados no curto prazo, independentemente de ajustes de oferta. A relação entre risco político e preço da energia permanece a principal variável para investidores.

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