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Terceiros Crescimentos são revisados, reavaliados e reclasificados

Terceiros crescimentos do Médoc demonstram evolução de qualidade, levando especialista a propor revisão da classificação de 1855, com Palmer e Calon Ségur no topo

The Chai des Jasmins at Château Palmer
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  • Os vinhos de 14 terceiras crû do Médoc passam por evolução qualitativa, com paleta de preços e qualidade cada vez mais distintas entre si.
  • Em degustação horizontal de 2020, Château Palmer e Calon Ségur se destacaram, enquanto os demais apresentaram variação de qualidade mais evidente.
  • Inovações em vinificação, manejo vitícola e investimentos em adegas vêm elevando padrões dentro da categoria, mesmo que a classificação de 1855 não traduza mais o ranking atual de qualidade.
  • Palmer figura como referência de ponta entre os terceiros, seguido por Calon Ségur, enquanto alguns nomes como Château Desmirail e Boyd-Cantenac aparecem com valor relativo menor no momento.
  • A transformação segue impulsionada por reformas em propriedades como Cantenac Brown, Issan, Giscours, Lagrange, Langoa Barton e Malescot St-Exupéry, que combinam práticas modernas com identidade da Margaux e do Médoc.

O estudo avalia o conjunto dos terceiros crescimentos do Médoc diante de mudanças de qualidade e valor. A análise parte da ideia de que o ranking de 1855 já não representa a realidade atual, mostrando ganhos expressivos na viticultura e na vinificação. Palmer e Calon Ségur surgem como referências em desempenho e preço.

A cobertura descreve como o valor relativo destes châteaux tem atraído atenção, com prática de vinhos que chegam a oferecer qualidade de segunda linha a preços mais acessíveis. Um tastings horizontal avaliou 14 domaines do 2020, promovido pelo restaurante Maison Héritage, em Sessenheim, Alsácia.

Contexto histórico e cenário atual

Quase todos os 14 terceiros crescimentos mantêm o status de classificação em suas etiquetas, exceto Palmer, que não ostenta o emblema desde 1855. A ironia é que a própria categorização, criada para Paris, permanece influente na percepção de mercado mesmo diante de transformações promovidas pelo setor.

Progresso técnico e investimentos

A evolução tem ficado cada vez mais visível por meio de melhorias na viticultura, reformas de vinícolas e técnicas de vinificação mais apuradas. Estreias em barris, manejo parcelar e gestão climática ajudam a elevar a qualidade dentro de cada propriedade.

Casos de referência na Margaux

Entre os criados da Margaux, Palmer e Calon Ségur aparecem como destaques. Casas como Ferrière, Giscours, Cantenac Brown, Issan e Kirwan passam por processos de renovação que ampliam expressão aromática, estrutura e equilíbrio tânico.

Transformação de propriedades específicas

Lagrange, Langoa Barton e Malescot St-Exupéry passaram por reformas que ampliaram capacidade de vinificação parcelar e reduziram madeira usada, mantendo a identidade de cada estilo. Issan e Cantenac Brown destacam-se pela renovação de vinhas e ajustes no envelhecimento.

Desempenho e valor de mercado

O mercado mostra uma disparidade entre preço e percepção de qualidade entre alguns terços crescimentos. Palmer e Calon Ségur mantêm patamar superior, enquanto outros — como Desmirail ou Boyd-Cantenac — apresentam relação preço-qualidade menos favorável, ainda que melhorem gradualmente.

Perspectivas futuras e leituras de ranking

As revisões de desempenho sugerem uma classificação mais fluida, com propriedades da Margaux emergindo como grupos de maior consistência e progressão. A tendência aponta para uma nova organização, próxima de categorias de “thrilling thirds” dentro do agregado de terceiros crescimentos.

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