Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CEO da VW Caminhões e Ônibus defende competição com igualdade de condições

CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus defende igualdade de condições para competir com marcas chinesas, citando imposto de importação, custo de capital e renovação de frota

Fábrica Volkswagen Caminhões e Ônibus
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2025 foram produzidos 124 mil caminhões e 28 mil ônibus no Brasil; as vendas de caminhões caíram 12,1% e as de ônibus subiram 1,2% em relação ao ano anterior.
  • Marcas chinesas avançam no segmento de caminhões e ônibus, com atuação de Foton, JAC Motors, XCMG, Sinotruk, Sitrak, BYD e Higer no país.
  • O presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Antônio Roberto Cortes, pediu igualdade de condições para competição, citando a possibilidade de manter uma taxa de importação de 35% como desafio.
  • Cortes destacou que o Brasil tem mais de 8.000 pontos de venda, fábricas instaladas, mas enfrenta custo de capital alto (em torno de 20%), frente à China, onde fica entre 2% e 3%.
  • O executivo afirmou que a competição chinesa é impulsionada pela escala e observou que, em alguns mercados, já há participação expressiva dessas marcas; defendeu avanços na renovação de frotas e mencionou o Move Brasil como elogiável.

Em meio ao avanço das marcas chinesas, o mercado brasileiro de veículos pesados passa por novas Pressões competitivas. Em 2025, foram produzidos 124 mil caminhões e 28 mil ônibus, segundo dados apresentados no âmbito do evento Anfavea Visions, em São Paulo. A participação de importações e marcas de origem chinesa aumenta a disputa por condições iguais de competição.

Os veículos pesados enfrentam queda de demanda no segmento de caminhões, com redução de 12,1% em 2025 em relação ao ano anterior. Já o setor de ônibus registrou leve alta, de 1,2%. Entre as fabricantes atuantes no Brasil, destacam-se Foton, JAC Motors, XCMG, Sinotruk, Sitrak, além de BYD e Higer, com atuação no segmento de ônibus.

Antônio Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, afirmou que as empresas do setor não temem a competição, mas reivindicam igualdade de condições. A fala foi feita durante o encontro do Anfavea Visions, que reuniu executivos do setor em São Paulo. Cortes enfatizou a dificuldade de alterar a taxa de importação de 35% e defendeu isonomia para a competição.

Ele observou que o Brasil tem uma cadeia econômica estruturada há décadas, com mais de 8.000 pontos de venda e fábricas instaladas, o que complica ajustes abruptos no ambiente comercial. Segundo Cortes, o custo de capital no país é elevado, cerca de 20%, enquanto, na China, esse índice fica entre 2% e 3%. Essa diferença impacta a capacidade de investimento e renovação de frotas.

O executivo destacou ainda que, no cenário internacional, a competição chinesa ganha força por fatores como escala de produção, disponibilidade de capital e maior peso de horas trabalhadas, o que mantém preços competitivos. Cortes apontou que alguns mercados já veem metade das vendas dominadas por marcas chinesas e afirmou que o Brasil é alvo de fabricantes chineses que chegam com CKD, sem os mesmos 35% de imposto de importação.

Cortes ressaltou a importância de programas de renovação de frota, como o Move Brasil, para reduzir a poluição e melhorar a segurança. Em sua avaliação, caminhões novos substituem muitos veículos antigos, melhorando eficiência e reduzindo emissões. O líder mencionou a necessidade de políticas públicas que incentivem a desmobilização de modelos defasados e a adoção de caminhões modernos conectados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais