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De auditor a CEO: como pavimentar uma trajetória sólida em meio aos obstáculos

De auditor a CEO, trajetória de expansão de galpões logísticos, com governança familiar e novo fundo imobiliário em fase de aprovação

Gilson Schills
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  • O percurso começou como auditor na Ernst & Young e na Abril S/A, até fundar a Injepet Embalagens em Manaus aos 31 anos.
  • Em menos de uma década, o faturamento da Injepet subiu de US$ 4 milhões para mais de US$ 100 milhões; a empresa passou por private equity em 1997 e foi vendida em 2000.
  • Com a Injepet, foi criada a Fulwood em 1994, antecipando o crescimento dos condomínios logístico-industriais; hoje são mais de 1,6 milhão de metros quadrados incorporados e 1 milhão de m² de área bruta locável em padrão AAA.
  • Em dois mil e vinte e um houve estratégia de entrada na B3, mas a abertura de capital não ocorreu; a companhia passou a operar como aberta, com conselho independente e comitês de auditoria e compliance.
  • A sucessão é institucionalizada com os dois filhos ocupando cargos de liderança; nasceu a Fulwood Capital Partners, gestora de fundos imobiliários em aprovação pela Comissão de Valores Mobiliários, com foco em FIIs de pequeno e médio porte.

O principal executivo da Fulwood, empresa de gestão de condomínios logístico-industriais, traçou uma carreira que mistura auditoria, empreendedorismo e liderança acionista. A narrativa começa em 1983, quando ainda era estudante de Administração na FAAP e vislumbrou um caminho empresarial poderoso, mesmo em um Brasil de inflação alta.

Na fase inicial, atuou como auditor na Ernst & Young e, depois, como auditor sênior na Abril S/A, consolidando técnicas de controle financeiro. Aos 31 anos, fundou em Manaus a Injepet Embalagens, ampliando a operação para Alphaville. Em menos de uma década, o faturamento saiu de US$ 4 milhões para mais de US$ 100 milhões.

Expansão e consolidação no setor

Em 1997 ocorreu o ingresso de private equity na Injepet, que foi vendida em 2000 a um parceiro estratégico. Com o know-how adquirido, fundou a Fulwood em 1994, antecipando o crescimento dos condomínios logísticos. Hoje, a empresa administra 1 milhão de m² de área locável em padrão AAA, com mais de 30 condomínios em oito cidades dos estados de SP, MG, PR, RJ e SC.

O negócio evoluiu para abrir o capital em 2021, mas a janela de IPOs fechou, mantendo a companhia como aberta com conselho independente e comitês de auditoria e compliance. A trajetória é marcada por eficiência operacional e vacância próxima de zero, segundo dados da administração.

Sucessão e novos passos estratégicos

Na gestão atual, os filhos do fundador ocupam cargos de liderança e participam do conselho consultivo, fortalecendo a governança e a sucessão. Em fase de aprovação pela CVM, a Fulwood Capital Partners nasce para gerir fundos imobiliários de pequeno e médio porte, além de ativos de terceiros no mercado. A empresa pretende ampliar a atuação em FIIs e parques de galpões, mantendo foco na eficiência e na sustentabilidade.

A direção afirma que o objetivo é sustentar o crescimento, mantendo projetos estratégicos e novos negócios que reforçam o legado da companhia. A aposta é em oportunidades dentro do espaço logístico-industrial, com a complementação de gestão de ativos e reciclagem de capital.

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