- Novo Desenrola já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas e famílias nos primeiros dias de funcionamento, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
- Desses, cerca de 4 milhões tiveram as dívidas quitadas, principalmente dívidas pequenas de até R$ 100.
- O programa oferece descontos de até 90% e juros reduzidos, limitados a cerca de 1,99% ao mês, com parcelamento de até 48 meses.
- Também há possibilidade de uso de parte do FGTS para abater débitos e desnegativação de consumidores com dívidas de pequeno valor.
- A mobilização tem previsão de encerrar em 2 de agosto.
O Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, já alcançou mais de 6 milhões de brasileiros nas primeiras semanas. A informação foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira.
Desses beneficiados, cerca de 4 milhões tiveram as dívidas quitadas. O foco do programa são dívidas de pequeno valor, com parcelas acessíveis e condições vantajosas para quitar ou parcelar débitos. O objetivo é reduzir a inadimplência e facilitar o acesso ao crédito.
Entre as principais novidades, há descontos que podem chegar a 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos a aproximadamente 1,99% ao mês. O parcelamento pode ser feito em até 48 meses, com possibilidade de uso de parte do FGTS para abater débitos e a desnegativação para consumidores com dívidas de pequeno valor.
Alcance e perfil dos beneficiados
O ministro destacou que a mobilização é nacional e tem previsão de encerramento no dia 2 de agosto. O programa beneficia principalmente brasileiros de baixa e média renda, com renda de até cinco salários mínimos e com dívidas bancárias em atraso.
Segundo Durigan, cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por dívidas de até R$ 100, e aproximadamente 1,1 milhão já quitou as pendências à vista, com descontos médios acima de 80%. O ministro ressaltou que, ao limpar o nome, esses consumidores voltam a estar aptos a consumir.
Contexto sobre juros e avaliação fiscal
Durigan observou que a alta taxa de juros do país tem impacto sobre famílias e empresas, mas afirmou que o programa tem ajudado a lidar com esse cenário. O ministro reconheceu que, do ponto de vista fiscal, não houve alteração de metas, e que o governo utiliza instrumentos de subvenção para reduzir o custo de itens essenciais, como combustíveis, enquanto durar o cenário externo desfavorável.
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