- Embraer reduziu em 28% o tempo de produção de aviões comerciais desde 2021; hoje, a empresa diz que leva menos de um ano para fabricar um jato comercial.
- O desafio é tornar a produção mais linear ao longo do ano, com entregas ainda concentradas no segundo semestre; 2026 está melhor que 2025 e 2027 deve registrar novo aumento e maior regularidade.
- Também houve melhora no tempo de fabricação de aeronaves executivas e de defesa: jatos executivos caíram 45% e aeronaves de defesa, 34%.
- Como exemplo, a família Praetor passou de 17 meses para 8 meses e meio para fabricar, dobrando a produção com a mesma infraestrutura.
- O setor sofreu com gargalo na cadeia de suprimentos durante a pandemia, o que impacta entregas, enquanto a Iata mantém meta de zerar emissões líquidas até 2050.
Embraer reduziu o tempo de produção de aeronaves comerciais em 28% em relação a 2021, segundo o CEO Francisco Gomes Neto. A fabricante tem hoje menos de um ano para entregar um jato comercial, fruto da recuperação gradual após o gargalo da cadeia de suprimentos na pandemia.
O executivo destacou que o desafio atual é tornar a produção mais linear ao longo do ano, já que as entregas continuam mais concentradas no segundo semestre. A expectativa é manter melhor ritmo em 2026 e ampliar a produção e a regularidade em 2027.
Além dos jatos comerciais, a Embraer também registrou ganhos na fabricação de aeronaves executivas e de defesa. Comparando com 2021, a entrega de jatinhos executivos caiu 45% e a de aeronaves de defesa, 34%.
No caso da família Praetor, a empresa aponta que passou de 17 meses para fabricar um modelo em 2021 para cerca de 8,5 meses atualmente, dobrando a produção com a mesma infraestrutura, segundo o CEO.
O contexto do setor acompanha a crise na cadeia de suprimentos que surgiu durante a pandemia, com atraso e maior tempo de entrega de peças e aeronaves. A recuperação tem sido gradual, com impactos ainda observados no curto prazo.
A redução de tempo de fabricação ocorre em meio a metas globais de descarbonização do setor, alinhadas a acordos internacionais que visam zerar emissões líquidas de carbono até 2050. A renovação de frotas é apontada como uma das estratégias para ampliar eficiência.
A International Air Transport Association (Iata) aponta dificuldades com entregas de novos modelos pelas fabricantes, o que pode ampliar o déficit entre emissões atuais e as metas. Diretores da entidade ressaltaram o peso desse atraso durante eventos recentes.
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