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Empresas questionam se altos custos da IA valem a pena após hype

Executivos avaliam custos da IA e buscam uso sustentável, com governança de consumo e arquitetura multimodelo no Web Summit Rio

Michele Catasta, fundador da Replit AI
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  • Empresas avaliam se os custos com IA valem a pena à medida que agentes e infraestrutura ganham escala.
  • No Web Summit Rio, executivos destacam a necessidade de governança de gastos e de arquiteturas multimodelo para equilibrar custo e desempenho.
  • O movimento de vibe coding facilita a criação de software por meio de linguagem natural, mas pode aumentar o consumo de recursos computacionais.
  • Há busca por uma adoção mais racional da IA, com economias significativas ao substituir softwares caros por soluções customizadas.
  • Monitorar consumo, qualidade das respostas e retorno para o negócio é visto como essencial para evitar desperdícios e provar valor.

A pauta sobre inteligência artificial deixou de ser apenas sobre inovação para ganhar a dimensão de custo-eficiência. Executivos discutiram, no Web Summit Rio, se os gastos com IA valem o investimento à medida que agentes autônomos ganham escala e demandam mais poder computacional. O foco passou a ser a sustentabilidade financeira das soluções.

Durante o evento, painéis e entrevistas apontaram que o próximo passo não é apenas aperfeiçoar modelos, mas otimizar uso. Empresas já utilizam IA em operações críticas e querem entender o retorno, com governança de consumo, arquitetura multimodelo e redução de desperdícios. A discussão ocorreu no Riocentro, até 11 de junho.

Custos sob controle e governança

Renata Petrovic, head de Inovação do Bradesco, destacou a preocupação com o limite de gastos. Ela afirmou que a IA evoluiu rapidamente, aumentando a demanda por infraestrutura e recursos de processamento, o que exige planejamento de custo por conversa com o cliente e pela entrega de respostas adequadas.

A executiva sugeriu arquiteturas multimodelo como caminho para equilibrar desempenho e despesas, sem depender de um único fornecedor. A ideia é direcionar cada tarefa ao sistema mais adequado, otimizando a experiência sem desperdiçar recursos.

Inovação com vibe coding e eficiência

O tema também envolve o hype de vibe coding, atual tendência que permite a criação de aplicações por meio de comandos em linguagem natural. A Replit, empresa de IA avaliada em US$ 9 bilhões, defende maior racionalidade na adoção de IA, com economias significativas e ferramentas que geram código a partir de instruções simples.

Michele Catasta, presidente e chefe de IA da Replit, afirmou que é possível construir softwares sob medida por alguns centavos, reforçando a ideia de reduzir custos sem perder aderência às necessidades do negócio. O ganho de produtividade envolve a captura direta do fluxo de trabalho da empresa.

Controle de consumo e retorno

Bruno Dinato, da BRQ Solutions, enfatizou que a gestão financeira da IA está cada vez mais parecida com a nuvem, com cobrança por consumo de tokens e governança similar. Ele destacou indicadores como uso por aplicação, desempenho dos modelos e impacto no resultado, para evitar desperdícios.

Segundo Dinato, plataformas de monitoramento de consumo, qualidade das respostas e desempenho em tempo real se tornam comuns entre empresas avançando na adoção. O objetivo é assegurar que cada interação gere valor, mantendo equilíbrio entre investimento e retorno.

Perspectiva de implementação

As empresas maduras buscam reduzir o custo de humor de soluções prontas, optando por ferramentas que entreguem resultados próximos aos desejados, com menor gasto. A aposta é em arquiteturas que entreguem experiência eficiente sem comprometer a qualidade.

As discussões no Web Summit Rio refletem uma transição: sair do entusiasmo inicial pela IA para uma prática sustentada, que equilibre inovação, custo e impacto no negócio. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú.

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