- Crescimento acelerado de médias empresas costuma negligenciar a gestão de pessoas, o que pode comprometer a sustentabilidade a longo prazo.
- Estudo da Auddas com cerca de 26 mil relatos em 335 empresas, entre 50 e 200 funcionários, aponta gargalo na profissionalização da gestão de pessoas.
- O RH deve ser arquiteto organizacional, alinhando competências à estratégia futura e à cultura da empresa.
- Investidores veem a qualidade do RH como indicador de valor e de risco para a viabilidade econômica do negócio.
- Caminhos para tornar o RH estratégico: diagnóstico organizacional, alinhamento com a estratégia, definição de cultura transparente, uso de métricas, design organizacional e desenvolvimento de lideranças.
Na necessidade de expansão das médias empresas, a gestão de pessoas aparece como gargalo frequente. Um estudo da Auddas, divulgado em fevereiro, analisou 26 mil relatos de coordenadores e gerentes em 335 empresas com 50 a 200 funcionários. O resultado aponta falhas na profissionalização do RH.
Especialistas destacam que o RH deve atuar como arquiteto organizacional, alinhando competências à estratégia de futuro. Para muitos empreendedores, o RH é visto apenas como área administrativa, gerindo folha. A desorganização nesse ponto é um sinal de alerta, segundo a indústria.
Do ponto de vista financeiro, a qualidade do capital humano é fator de risco. Investidores observam a concentração de talentos e a dependência de líderes-chave, que pode paralisar operações na ausência de quem comande o time. O RH, quando bem estruturado, eleva o valor para fundos.
Como tornar o RH mais estratégico
A transição de RH operacional para estratégico requer compreender o RH como executor da cultura e dos planos de longo prazo. Sem esse alinhamento, o crescimento pode ocorrer de forma desordenada, prejudicando inovação e internacionalização.
O empresário precisa entender a estratégia da empresa e os caminhos futuros. Em seguida, o RH deve desdobrar esse foco em funções, avaliando como a equipe está preparada para o futuro desejado. Estratégia é desenhar esse futuro.
Além disso, a cultura não é secundária. No dia a dia, as pessoas agem conforme a cultura da empresa, aponta a especialista. O RH evolui para incluir saúde mental, ética e eficiência, reduzindo adoecimentos em modelos operacionais inadequados.
A falta de design organizacional claro gera gargalos, como reuniões excessivas e decisões lentas. Sem papéis bem definidos, a empresa perde eficiência e dinheiro, segundo a especialista. Conflitos recorrentes costumam surgir por sobreposição de funções.
Caminhos práticos para o RH
- Realize um diagnóstico organizacional, identificando dores e definindo um plano com a alta liderança.
- Alinhe o RH à estratégia, para moldar contratações e desenvolvimento cultural.
- Defina a cultura com transparência e pratique o que é dito.
- Adote métricas e dados, utilizando indicadores financeiros e operacionais.
- Invista em design organizacional, com papéis claros e planos de carreira.
- Prepare as lideranças para sustentar a estrutura desejada.
- Mapeie lacunas de competências e desenvolva a equipe conforme o futuro da empresa.
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