- Governo atua para frear uma possível pauta-bomba no Congresso que pode chegar a R$ 270 bilhões, envolvendo renegociação de dívidas de produtores rurais.
- A proposta prevê redirecionamento de recursos por um período de dez anos e preocupa a equipe econômica.
- Planalto orientou aliados a votarem contra as medidas, incluindo a renegociação, em reuniões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, participou de encontros com a bancada do PT e buscará apoio de outros partidos.
- Há também receio de impactos fiscais vinculados a outra proposta relacionada à aposentadoria de agentes de saúde.
O governo brasileiro intensificou a atuação para frear uma pauta considerada prioritária pelos parlamentares que pode tornar-se uma nova pressão orçamentária. Trata-se da renegociação de dívidas de produtores rurais, estimada em até R$ 270 bilhões, com redirecionamento de recursos por 10 anos. Ações foram tomadas para evitar impactos nas contas públicas.
A ofensiva envolve o Palácio do Planalto e Ministérios, com foco em reduzir o risco de aprovação de propostas no Congresso. O tema foi discutido em reunião entre ministros e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para avaliar impactos fiscais e estratégicos. A equipe econômica acompanha de perto o desenrolar da pauta.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, participou de reunião com a bancada do PT e deve buscar apoio de outros partidos nas próximas semanas. A orientação oficial é que aliados votem contra a renegociação, além de resistência a proposta relacionada à aposentadoria de agentes de saúde.
A preocupação com o impacto orçamentário foi reforçada pela equipe da Fazenda, chefiada por Durigan. Em fins de maio, o governo já havia bloqueado gastos em R$ 22 bilhões, sinalizando cautela com a trajetória das contas públicas.
O debate envolve a possibilidade de mudanças no destino de recursos públicos por um período de uma década. A avaliação interna é de que a aprovação desse conjunto de medidas pode aumentar o déficit e comprometer metas fiscais já anunciadas pelo governo.
A pauta, considerada uma “pauta-bomba” por sua eventual magnitude, permanece sob monitoramento. Parlamentares e ministros devem definir nos próximos dias estratégias para evitar impactos adicionais sobre o orçamento.
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