- A Segunda Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou a falência da Teka e determinou que o juiz de origem reavalie o caso com base numa auditoria independente já anexada aos autos.
- A decisão devolve a palavra final ao juiz de origem após a análise da auditoria, mantendo a suspensão da falência por ora.
- A Teka emprega cerca de 1,7 mil pessoas em Blumenau, Santa Catarina, e Artur Nogueira, São Paulo, e tem passivo superior a 3,5 bilhões de reais.
- A disputa começou em 2012 com recuperação judicial; a falência foi decretada em fevereiro de 2025, suspensa por liminar em março de 2025 e agora revista pelo tribunal.
- A empresa projeta faturar 720 milhões de reais em 2026 e planeja modernizar fábricas, abrir lojas e lançar um e-commerce, em um ano que marca o seu centenário.
A 2ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu, por unanimidade, que a recuperação judicial da Teka deve ser reavaliada pelo juiz de origem, a partir de auditoria independente já apresentada. A decisão valida a reabertura do processo, evitando a falência anunciada anteriormente.
A Teka, indústria têxtil com atuação em cama, mesa e banho, tem sede em Blumenau (SC). A empresa emprega cerca de 1,7 mil pessoas em duas fábricas, em Blumenau e Artur Nogueira (SP), e registra passivo que supera 3,5 bilhões de reais. A sentença suspende a falência enquanto se reavalia o caso.
O tribunal escolheu a auditoria independente como instrumento para esclarecer quem tem razão na disputa entre a administração judicial, que defendia a liquidação, e o fundo Alumni FIP, um dos principais acionistas, que aponta possibilidade de reduzir tributos e melhorar a operação.
Elementos-chave da decisão
O colegiado determinou que o juiz de primeira instância examine o processo novamente, com base nas conclusões da auditoria, antes de qualquer nova decisão sobre o destino da companhia. A falência, assim, está suspensa por ora.
Situação da empresa e perspectivas
O Alumni FIP sustenta que o passivo tributário poderia ser drasticamente reduzido com parcelamentos federais e estaduais, o que mudaria o cenário financeiro. Enquanto isso, a Teka mantém planos de recuperação, incluindo modernização de parques fabris e expansão de lojas.
Histórico do caso
A recuperação judicial foi convertida em falência em fevereiro de 2025, após anos de crise iniciada nos anos 2000, com pressão de concorrência asiática e custos elevados. Em março de 2025, liminar suspendeu a falência e manteve a recuperação. A nova decisão reabre o caminho para avaliação técnica.
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