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Lula reúne representantes do setor de combustíveis em reunião

Lula reúne setor de combustíveis para acompanhar pacote de subsídios e redução de impostos, com investimento estimado de R$ 35,8 bi

As medidas foram tomadas para evitar que a alta internacional do petróleo se traduzisse diretamente em aumento de preços no país
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  • Lula reuniu-se nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, com representantes do setor de etanol, após o governo anunciar medidas para conter a alta de preços causada pela guerra no Irã.
  • O pacote inclui redução de impostos e subsídios ao diesel, com impacto inicial estimado em R$ 30 bilhões e ampliação anunciada em abril.
  • O decreto 12.875 reduziu tributos federais sobre o diesel; a medida provisória 1.340 criou subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, custo estimado de R$ 10 bilhões para o Tesouro.
  • Em abril, o governo ampliou o pacote com subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, totalizando R$ 4 bilhões em dois meses (R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados), com possibilidade de prorrogação.
  • Também houve subsídio à gasolina, estimado em R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão por mês; para o diesel, gasto projetado de R$ 1,7 bilhão por mês, objetivo é evitar repasse integral da alta internacional aos preços internos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, no Palácio do Planalto, com representantes do setor de etanol. O encontro ocorreu após o governo anunciar medidas para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

Segundo fontes oficiais, o objetivo é evitar que a elevação do petróleo no mercado externo seja repassada integralmente aos consumidores. O governo já implementou pacotes de apoio aos combustíveis desde março e ampliou as regras em abril e maio.

As ações incluem redução de impostos e subsídios ao diesel, com custos estimados em bilhões de reais. Em março houve redução tributária e subsidios, previsto em cerca de 30 bilhões de reais. Em abril o pacote foi ampliado.

Em maio, o governo criou subvenção à gasolina e manteve o apoio ao diesel, com custo mensal estimado em bilhões. A soma de medidas busca estabilizar preços sem prejudicar o abastecimento.

Medidas específicas

O decreto 12.875 reduziu tributos federais sobre o diesel, com estimativa de queda no preço de cerca de 0,32 real por litro. A MP 1.340/2026 criou subvenção de 0,32 real por litro para produtores e importadores, com custo estimado de 10 bilhões de reais ao Tesouro.

Em abril, o governo ampliou o pacote com subvenção de 1,20 real por litro para o diesel importado, somando ao benefício de 0,32 real. O custo projetado para dois meses foi de 4 bilhões, dividido entre União e Estados, com possibilidade de prorrogação.

Há também subvenção à gasolina, equivalente à redução de tributos federais. A projeção é de impacto mensal entre 1,0 e 1,2 bilhão de reais para a gasolina, e cerca de 1,7 bilhão para o diesel. Cada 0,10 real de subsídio corresponde a gastos mensais significativos.

O diesel é considerado estratégico para a economia, pois influencia custos de transporte de cargas e, por consequência, os preços de alimentos e de outros produtos. O pacote foi anunciado após o aumento do petróleo ligado a tensões no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã.

A reunião desta terça reuniu integrantes da equipe econômica e da área de energia, além de representantes das principais entidades do setor sucroenergético. Participaram, entre outros, Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin, Miriam Belchior, Dario Durigan e ministros dos setores relevantes. Também estiveram presentes executivos de companhias do setor e representantes de entidades do ramo.

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