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Mercado de entregas impulsiona consórcio de motos

Mercado de deliveries eleva consórcio de motos; participação chega a 35,6% dos financiamentos de zero km e 36,4% de crescimento de participantes em cinco anos

Foto: ABAC / DINO
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  • O consórcio de motocicletas teve crescimento de 36,4% nos últimos cinco anos, com participação ativa de 2,36 milhões em 2021 para 3,22 milhões no fim de 2025.
  • O segmento é o segundo maior no Sistema de Consórcios, com características como parcelas acessíveis, prazos longos e ausência de juros.
  • No primeiro quadrimestre deste ano, houve 505,15 mil cotas vendidas, R$ 10,75 bilhões em negócios, 235,66 mil contemplados e participação de 30,1% do mercado interno.
  • A fatia do consórcio entre todos os financiamentos de motos zero quilômetro é de 35,6%.
  • Profissionais de delivery costumam usar o consórcio para renovar as motos, com economia ao longo do tempo e possibilidade de lance ou saque da venda da moto usada para quitar parcelas.

O mercado de entregas impulsionou o consórcio de motocicletas no Brasil. Dados da ABAC mostram que o total de participantes ativos no segmento cresceu 36,4% nos últimos cinco anos, saindo de 2,36 milhões em 2021 para 3,22 milhões em 2026. O país lidera os serviços de delivery na América Latina, com mais de 2,2 milhões de profissionais, segundo estudo do Cebrap.

A participação do consórcio entre todos os financiamentos de motos zero km representa 35,6% do mercado, segundo a ABAC. Economistas destacam que o autofinanciamento facilita a compra de motocicletas para profissionais de delivery, que costumam renovar o veículo com frequência devido ao desgaste.

Para entender a prática, o economista Luiz Antonio Barbagallo, da ABAC, cita casos de entregadores que circulam milhares de quilômetros mensalmente, o que eleva a necessidade de reposição de motos ao longo do tempo. O consórcio surge como alternativa de planejamento financeiro, com parcelas acessíveis e possibilidade de lance ou contemplação.

A rotina do entregador e a reposição de frotas

Em São Paulo, por exemplo, a entrega de pratos prontos pode envolver 15 a 30 viagens diárias, com trajetos médios de 12 a 15 quilômetros. Ao final de um mês, o condutor pode chegar a quase 13,5 mil quilômetros, aumentando a necessidade de renovar o veículo nos próximos anos.

Segundo Barbagallo, o consórcio permite que o profissional pague a cota durante o uso do veículo atual, com a possibilidade de venda da moto antiga para quitar parte ou a totalidade das parcelas vincendas. O modelo também viabiliza economia para a compra de um modelo mais novo com menor desembolso imediato.

Casos de sucesso de frota também aparecem. Em Fortaleza, o casal Joselane Marinho Barbosa e Carlos Nogueira Pinheiro utiliza o consórcio para renovar motos da frota da empresa JMLoc, fundada há cerca de quinze anos. Eles ressaltam a ausência de juros como vantagem financeira e a estratégia de lances com o valor obtido na venda da moto usada.

O consórcio de motos, segundo dados da ABAC, registrou crescimento constante nos últimos cinco anos, com aumento de 36,4% nos participantes ativos. Em 2021 havia 2,36 milhões; no fim de 2025, o número alcançou 3,22 milhões. O setor é o segundo maior do Sistema de Consórcios no Brasil.

No primeiro quadrimestre deste ano, foram vendidas 505,15 mil cotas, gerando R$ 10,75 bilhões em negócios realizados. Foram concedidos R$ 5,01 bilhões em créditos para aquisição de bens, com 235,66 mil contemplados. O mercado interno ainda representa cerca de 30% do total de participação.

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