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Mineradora brasileira lança projeto de R$ 3 bilhões para terras raras

ADL Mineração exporta monazita e planeja US$ 3 bilhões em investimentos para cloreto de terras raras e planta de separação no Brasil

ADL Mineração Fábrica da ADL Mineração em Buena, em São Francisco de Itabapoana (RJ), onde se faz a separação de minérios da monazita
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  • ADL Mineração, liderada por Adelina Lee, começou a exportar monazita, fonte de óxidos de terras raras, com operações em Buena, Rio de Janeiro, arrendadas da INB por 30 anos.
  • A empresa também atua na Bahia (Alcobaça e Belmonte) com concessões de pesquisa e lavra de metais pesados, empregando cerca de 200 diretos e 400 indiretos.
  • A estratégia atual inclui ampliar a exportação de monazita, já iniciada com um contêiner de 16 toneladas para o Canadá, e mirar entre 500 e mil toneladas neste ano, com meta de três mil em dois anos.
  • Os planos de longo prazo envolvem dois investimentos: (i) concentrado de terras raras, estimado em US$ 70 milhões, para produzir cloreto de terras raras; (ii) instalação industrial de separação dos elementos, estimada em US$ 600 milhões, para processar 20 mil toneladas por mês de monazita.
  • A executiva afirma que a ADL busca investidores estrangeiros (EUA, China, Canadá, Austrália, Coreia do Sul e Japão) para consolidar uma cadeia produtiva no Brasil, onde o minério está geographicamente disponível.

A ADL Mineração, liderada por Adelina Lee, iniciou a exportação de monazita, minério rico em óxidos de terras raras, a partir do litoral do Rio de Janeiro. O lote inicial, de 16 toneladas, seguiu para o Canadá em operação piloto com tecnologia de terras raras. A empresa planeja intensificar as exportações este ano.

A companhia atua em Buena, São Francisco de Itabapoana (RJ), onde beneficia monazita em instalações arrendadas pela INB por 30 anos. A produção local também ocorre na Bahia, nos municípios de Alcobaça e Belmonte, com concessões de pesquisa e lavra de metais pesados.

Adelina Lee comanda a empresa desde há dois anos, contando com Gilberto de Campos, especialista em terras raras, como consultor técnico. A diretora afirma que o foco atual é elevar a pureza da monazita para aproximadamente 98%.

Avanço estratégico de longo prazo

Um segundo projeto, estimado em US$ 70 milhões, prevê a produção de um concentrado de terras raras para facilitar a separação dos elementos. A meta é chegar a finais de 2027, com possível parceria de investidores.

O investimento mais ambicioso envolve uma planta industrial de separação de ETR no Brasil, estimada em US$ 600 milhões (cerca de 3 bilhões de reais). A produção prevista é de 20 mil toneladas por mês de monazita.

A executiva diz que já há memorandos com investidores estrangeiros para incorporar tecnologia de robótica e IA no processo, com foco em menor impacto ambiental. O país busca criar uma cadeia produtiva local.

Contexto de mercado e impactos

Atualmente, a receita vem do mercado interno de minerais usados em pigmentos, tintas e cerâmicas. A monazita é destinada à exportação, com preços no mercado internacional influenciados por ofertas chinesas.

Segundo o consultor Gilberto de Campos, a monazita brasileira contém 0,3% de urânio e 6% de tório, sob supervisão da CNEN. O estoque no Brasil permanece sob controle da INB.

A ADL estima ampliar investimentos e criar uma cadeia produtiva no Brasil, conectando mineração, beneficiamento e tecnologia de separação no país. As negociações com investidores seguem em andamento.

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