- O ouro com entrega para agosto fechou em queda de 1,76%, a US$ 4.286,4 por onça-troy, na Comex.
- Foi a segunda sessão consecutiva de baixa, pressionado por temores de inflação decorrentes do conflito no Oriente Médio e pela expectativa de juros altos nos EUA.
- O metal acumula queda de cerca de 19% desde o início da guerra com o Irã, no final de fevereiro.
- Segundo o Saxo Bank, o ouro tem sido visto mais como proteção contra inflação ligada ao setor de energia do que como diversificador de portfólio de longo prazo.
- A perspectiva de inflação elevada e de juros elevados mantém o ouro menos atrativo, já que não gera rendimento.
O ouro fechou em queda pela segunda sessão, nesta terça-feira (9), na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, com entrega prevista para agosto. A pressão veio do temor de inflação persistente resultante do conflito no Oriente Médio e das expectativas de juros elevados por mais tempo nos EUA.
O contrato de ouro para agosto fechou em queda de 1,76%, a 4.286,4 dólares por onça-troy. Já acumula baixa de cerca de 19% desde o início da guerra entre Rússia e Irã, no fim de fevereiro, conforme dados da mercadoria.
Analistas apontam que o ouro passou a ser visto mais como proteção inflacionária ligada ao setor de energia do que como diversificador de portfólio em cenários de taxas de juros estáveis. O risco de inadimplência e a elevação de custos energéticos influenciam esse movimento.
Enquanto o conflito persiste a ameaçar o fornecimento de energia e a inflação permanece elevada, investidores devem manter o foco em juros mais altos por um período prolongado, o que tende a reduzir a atratividade do ouro, que não rende juros.
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