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Paramount acusa Netflix após disputa envolvendo Warner Bros.

Paramount acusa Netflix de lobby intenso contra a fusão entre Warner Bros. Discovery e Skydance, descrevendo tática de “terra arrasada” para influenciar reguladores

Logotipos da Warner Brothers e da Paramount: crise derruba presidente
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  • A Netflix desistiu da compra dos estúdios Warner Bros. em fevereiro deste ano.
  • A Paramount Skydance, vencedora da disputa judicial desde o fim de 2025, acusa a Netflix de envenenar reguladores e outras partes interessadas contra o acordo pendente de US$ 111 bilhões.
  • O diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, afirmou que a Netflix faz lobby intenso contra a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Skydance.
  • Em carta divulgada na sexta-feira, 5, Delrahim disse que a resposta de pânico da Netflix e a campanha para influenciar reguladores mostram o quão seriamente a empresa encara a Paramount como concorrente.
  • A mensagem cita táticas semelhantes às usadas em 2019, quando a Disney adquiriu ativos da 21st Century Fox, afirmando que a Netflix tentou orientar o IBT e outras partes para impactar a produção de conteúdo e empregos.

Após desistir da compra dos estúdios Warner Bros. em fevereiro, a Netflix é acusada pela Paramount Skydance de “envenenar os órgãos reguladores e outras partes interessadas” contra o acordo de US$ 111 bilhões envolvendo a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery (WBD). A disputa vem se arrastando desde o final de 2025, com a Paramount vitoriosa até o momento.

O principal advogado da Paramount, Makan Delrahim, afirmou que a Netflix promove um lobby intenso contra a aquisição da WBD. A carta enviada à Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA sustenta que a Netflix encara a Paramount como concorrente relevante.

A manifestação de Delrahim surge após um relatório da International Brotherhood of Teamsters, divulgado em março ao DOJ, pedindo que a fusão fosse bloqueada sem salvaguardas trabalhistas. A Paramount cita ainda a estratégia de comunicação da Netflix em relação ao setor de produção.

Segundo o texto, a Paramount compara a atuação da Netflix à tática de “terra arrasada” usada em 2019, quando a Disney adquiriu ativos da 21st Century Fox. A defesa afirma que a narrativa da Netflix não condiz com a realidade dos fatos.

A carta, divulgada inicialmente pelo Politico, reforça a posição de que a Netflix tenta influenciar reguladores e outras partes interessadas contra a transação. A Paramount aponta impactos potenciais na produção de conteúdo e na oferta de empregos nos EUA.

A consulta ao DOJ envolve questões antitruste e competição entre grandes players de streaming e produção de conteúdo. A Paramount e a WBD não se posicionaram com declarações adicionais neste momento.

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