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Popularidade de Trump cai; tarifas como salvação e Brasil no centro

Queda na popularidade de Trump eleva o risco de tarifas; Brasil enfrenta juros altos, volatilidade cambial e possibilidade de novas medidas comerciais

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  • A popularidade de Donald Trump caiu para cerca de 35% de aprovação, o que pode impactar a condução da agenda econômica e manter juros elevados no país.
  • O mercado projeta que o Federal Reserve siga com postura mais rígida no combate à inflação, limitando cortes de juros e podendo provocar altas até o fim do ano.
  • A escalada da tensão geopolítica, em especial o conflito com o Irã, sustenta preços do petróleo e aumenta a aversão ao risco entre investidores, afetando emergentes como o Brasil.
  • O governo dos Estados Unidos avalia sobretaxas que podem chegar a 37,5% sobre parte das exportações brasileiras, com possível exceção para commodities.
  • O Brasil trabalha pela diplomacia, propondo compensações, buscando a OMC e questionando medidas em tribunais, com a estratégia principal de negociação para evitar escalada.

A popularidade do presidente dos EUA, Donald Trump, vem caindo. Em meio a tensão geopolítica, juros elevados e possível inclusão de tarifas, o Brasil aparece como país potencialmente impactado pela conjuntura. A indicação é de aprovação de cerca de 35% nos Estados Unidos, segundo a Reuters.

A deterioração do apoio ocorre em um momento de inflação elevada e custo de vida em alta, com combustível mais caro e pressão inflacionária persistente. O entorno envolve o conflito com o Irã, que se arrasta há mais de 100 dias, ampliando a incerteza no mercado.

O mercado teme que a perda de apoio no Congresso dificulte a expansão da agenda econômica da Casa Branca. Investidores passam a adotar postura mais cautelosa diante de riscos geopolíticos e de política interna.

Ambiente de juros e câmbio

A percepção de que o Federal Reserve pode manter uma postura mais dura persiste. Dados de emprego mostram atividade ainda aquecida, o que reduz espaço para cortes de juros e sustenta a expectativa de altas até o fim do ano.

Juros mais altos nos EUA costumam atrair capital para os títulos americanos, pressionando moedas emergentes, como o real. O efeito costuma se traduzir em maior volatilidade e menor apetite a ativos de maior risco.

Impacto sobre o Brasil e medidas comerciais

O governo americano analisa sobretaxas que, somadas, podem chegar a 37,5% sobre alguns produtos brasileiros. A Proposta busca ganhos políticos ao setor produtivo dos EUA, elevando o peso sobre exportações brasileiras.

Entre as commodities, há expectativa de que café, carne e suco de laranja fiquem fora da lista de tarifas. Ainda assim, itens industrializados e de maior valor agregado aparecem como mais vulneráveis.

Caminhos diplomáticos e resposta brasileira

Caso as negociações não avancem, o Brasil pode buscar soluções diplomáticas, compensações tributárias, ações no OMC e questionamentos jurídicos nos tribunais americanos. A diplomacia aparece como estratégia prioritária para evitar escalada comercial.

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