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Presidente BRB prevê prejuízo de R$ 8,8 bi e aponta banco como vítima do Master

BRB estima prejuízo de 8,8 bilhões com o caso Master; busca socorro com FGC e securitização para evitar liquidação

Nelson Antônio de Souza disse que BRB vai voltar a registrar lucro em 2027
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  • Nelson Antônio de Souza afirmou em audiência no Senado que o prejuízo estimado do BRB com operações envolvendo o Banco Master é de R$ 8,8 bilhões.
  • O presidente classificou o BRB como o banco mais afetado pelas fraudes investigadas e defendeu medidas para garantir a continuidade das operações.
  • O aporte financeiro seria viabilizado por meio de empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos, ligado a uma operação de securitização da dívida do Distrito Federal, acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
  • Uma eventual liquidação do BRB poderia impactar a economia do Distrito Federal, pois o banco detém 64% do mercado bancário local, com carteira próxima de R$ 15 bilhões.
  • O banco busca possível ajuste no valor do empréstimo, estimado em cerca de R$ 6,6 bilhões, e aposta em retorno de lucro acima de R$ 1 bilhão por ano a partir de 2027; também afirmou que divulgará as demonstrações financeiras de 2025 após auditorias.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9) que o prejuízo estimado com as operações envolvendo o Banco Master chega a 8,8 bilhões de reais. A declaração ocorreu durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, após questionamento sobre o tamanho das perdas do banco público.

Souza classificou o BRB como a instituição mais afetada pelas fraudes investigadas e defendeu medidas para manter as operações. O executivo afirmou que o BRB foi mais fraudado entre as empresas envolvidas no caso e que a liquidação pública não é desejável.

Para cobrir o prejuízo, o BRB pretende recorrer a um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos, aliado a uma securitização da dívida do Distrito Federal. A operação, já homologada pelo STF, pode resultar em um aporte de cerca de 6,5 bilhões de reais ao banco.

Situação financeira e possível socorro

O presidente destacou que o processo de recuperação é complexo, mas o BRB tem condições de manter a atividade. Ele disse que a sua chegada ao cargo buscava evitar a liquidação da instituição. O BRB detém 64% do mercado bancário de Brasília, com carteira de aproximadamente 15 bilhões.

Segundo Souza, a liquidação seria problematizante para a economia local, não apenas para depósitos. Ele ressaltou que o BRB atua em diversas regiões e que seu desaparecimento traria impactos amplos na região.

Quanto ao tamanho do empréstimo, o dirigente afirmou que ainda pode haver alterações nas condições. A estimativa inicial é de 6,6 bilhões de reais, mas o montante final depende de quem empresta e de negociações em curso.

Divulgação das demonstrações e próximos passos

Ainda segundo o presidente, o BRB é o principal interessado na divulgação das demonstrações financeiras de 2025, que dependem de auditorias independentes e tramitação regulatória. A divulgação deve ocorrer após a conclusão dos procedimentos necessários.

Souza classificou a operação de socorro como inédita e afirmou que a estrutura está alinhada com marcos legais e normas fiscais vigentes. A expectativa é que o BRB volte a registrar lucro acima de um bilhão de reais por ano a partir de 2027.

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