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Projeto cooperativo transforma invisibilidade empreendedora em oportunidade

Capital Incentivo, via Sicredi, impulsiona crédito cooperativo que transforma vidas de quatro mulheres em negócios sustentáveis

Projeto selecionou 130 empreendedores que tiveram suas vidas transformadas. (Foto: Juliet Manfrin/Gazeta do Povo/ Gemini)
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  • Em 2025, o país registrou mais de 5 milhões de novos negócios, com participação feminina em torno de 42% das aberturas.
  • A Gazeta do Povo traz trajetórias de quatro mulheres de diferentes regiões que encontraram no empreendedorismo e no crédito cooperativo uma oportunidade de transformação.
  • O Capital Incentivo, programa da Sicredi, selecionou 130 pequenos empreendedores em 2025 para receber apoio financeiro e orientação em gestão.
  • Os casos destacam desafios como guerra, pobreza, doença e inclusão, e mostram como o crédito cooperativo ajudou a ampliar negócios e reconstruir vidas.
  • As histórias ressaltam o papel social do cooperativismo de crédito na orientação, educação financeira e sustentação de microempreendimentos.

O projeto cooperativo transforma a invisibilidade empreendedora em oportunidade no Brasil. Dados de 2025 mostram forte demanda por crédito e orientação para microempreendedores. Mulheres respondem por parte relevante do surgimento de novos negócios.

A reportagem da Gazeta do Povo reuniu quatro trajetórias de mulheres de diferentes regiões. Elas enfrentaram guerras, doenças, luto e barreiras de inclusão, e encontraram no crédito cooperativo uma via de transformação.

O programa Capital Incentivo, da Sicredi, apoiou 130 pequenos empreendedores em 2025 com recursos financeiros e gestão. O objetivo é ampliar capacidades produtivas e facilitar a continuidade dos negócios.

Das pedras à culinária

Lúcia do Amaral Silveira, de Planalto (PR), deixou de trabalhar em pedreira para investir na cozinha. Com cursos municipais, abriu a Lanches LV e ampliou com uma Kombi de venda. O crédito ajudou a comprar equipamentos.

A iniciativa permitiu ampliar a produção de caldo de cana e pães. Mesmo diante de custos elevados e problemas de saúde no entorno, o investimento reforçou a capacidade produtiva e o faturamento.

Memórias de guerra em joias

Myria Tokmaji, que veio da Síria há 12 anos, criou a Ebla Joias em Curitiba. Sem eletricidade estável, aprendeu crochê na infância e integrou influências sírias nas peças. O crédito fortalecido ajudou a estruturar a marca.

As joias integram bordados, marchetaria e símbolos históricos. A atuação também inclui palestras e atividades culturais em defesa da integração de refugiados na sociedade brasileira.

Acolher quem ficou de fora

Denize Rodrigues Magalhães, em Franca (SP), criou a Acolher Cabeleireira Inclusiva. O serviço atende pessoas com deficiência, autismo e mobilidade reduzida, com formação em Libras.

O recurso do Capital Incentivo ampliou a estrutura do projeto, ampliando o alcance a famílias que antes encontravam barreiras para serviços básicos. O modelo nasceu da observação de necessidades pessoais.

Recomeço após o câncer e o luto

Helena Lima Soares, do norte do Paraná, passou por tratamento de câncer e criou três sobrinhas órfãs. Desenvolveu artesanatos em casa, que evoluíram para um negócio formal com apoio financeiro e orientação.

Os investimentos permitiram adquirir equipamentos e melhorar a gestão. Assim, o empreendimento passou a representar uma fonte estável de renda durante um período de grandes mudanças.

Panorama do cooperativismo

As histórias divergem, mas compartilham origem em necessidade. Especialistas destacam que orientação técnica e educação financeira elevam a sobrevivência de microempresas. O cooperativismo de crédito atua como agente de transformação.

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