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Risco para a relação Brasil-EUA é escalada de tarifas, afirma JPMorgan

JPMorgan aponta que escalada de tarifas é o maior risco para a relação Brasil-EUA; Brasil deve manter negociações, mas teme pressão inflacionária com retaliações

Sede do JP Morgan Chase & Co em Nova York
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  • Economista-chefe do JPMorgan para o Brasil, Cassiana Fernandez, afirma que maior risco para a relação Brasil–EUA é uma retaliação brasileira às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
  • Brasil deve permanecer na mesa de negociação, mas novas tarifas poderiam pressionar ainda mais a inflação doméstica.
  • A tarifa média dos EUA ao Brasil hoje é de cerca de 11%; poderia subir para 19% se as tarifas adicionais de 25% se concretizarem.
  • Apesar das tarifas, há um forte fluxo de investimento estrangeiro direto dos EUA; o ambiente regulatório está entre os pontos-chave para atrair mais IDP.
  • O IDP total esperado para este ano é de 3,3% do PIB, com cerca de 19% vindo dos EUA, acima do investimento da China (7% a 8%), segundo o JPMorgan.

O maior risco para a relação Brasil–EUA hoje seria uma escalada de tarifas retaliatórias em resposta às recentes medidas dos Estados Unidos, segundo Cassiana Fernandez, economista-chefe do JPMorgan para o Brasil. Ela participou do Seminário Econômico Brasil-EUA, em São Paulo, nesta terça-feira.

A especialista afirmou que o Brasil deve permanecer na mesa de negociações com o governo de Donald Trump, mas reforçou que novas tarifas agravariam a inflação doméstica em um ambiente já deteriorado. O evento contou com o Cônsul-Geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami.

Segundo Fernandez, a tarifa média dos EUA sobre o Brasil estaria em torno de 11%, podendo subir para 19% caso as novas tarifas de 25% anunciadas pelo governo americano sejam aplicadas. Ela explicou que o mercado potencial para o Brasil é grande, mas o impacto depende das cadeias afetadas.

Destaques sobre o investimento direto

A economista destacou a assimetria entre tarifas e o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IDP) dos EUA para o Brasil. O IDP sustenta parte da capacidade produtiva e de empregos qualificados, segundo ela, e deve seguir ativo mesmo em cenários protecionistas.

Fernandez ressaltou que o IDP total deste ano deve chegar a 3,3% do PIB brasileiro, com cerca de 19% vindo dos EUA. Estima-se que o investimento proveniente da China seja de 7% a 8%, segundo cálculos do JPMorgan.

Para proteger o ambiente de investimento, a economista sugeriu foco em agenda regulatória confiável, previsibilidade e estabilidade macroeconômica. Ela enfatizou a importância de manter uma relação estável para atrair capital.

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