- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o etanol brasileiro não está em negociação com os EUA para evitar tarifas.
- A declaração de Silveira contrasta com a fala anterior do ministro da Fazenda, Dário Durigan, que disse que o Brasil prepara nova rodada de conversas com os Estados Unidos.
- Durigan mencionou que temas como etanol, tecnologia de nuvem dos EUA, açúcar e a indústria de aviação brasileira poderiam entrar na pauta.
- A ideia é realizar reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, nos próximos dias, com a participação do ministro da Fazenda.
- Os EUA estudam aplicar duas taxações aos produtos brasileiros: uma sobretaxa de 25% e outra de 12,5% por suposta falha do Brasil em proibir importação de produtos manufaturados com mão de obra forçada.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o etanol brasileiro não está entre os temas em negociação com os Estados Unidos para evitar a imposição de novas tarifas. O comentário ocorreu nesta terça-feira, durante a cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta o Estatuto da Segurança Privada, no Palácio do Planalto.
Silveira disse que, com os EUA, o Brasil busca defender a soberania nacional e não tratar de temas comerciais. A declaração contrasta com falas anteriores de outros ministros sobre possível negociação de itens setoriais entre os dois países.
Divergência de posições sobre negociações com os EUA
Pouco antes, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse a um portal que o Brasil planeja uma nova rodada de conversas com Washington e que há espaço para negociações setoriais. Entre os temas citados estariam o etanol, tecnologia de nuvem, açúcar e indústria de aviação.
Durigan informou que deve ocorrer nos próximos dias uma reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. Ele afirmou que pode participar de encontros subsequentes com outros interlocutores americanos.
Os Estados Unidos estudam aplicar duas tarifas aos produtos brasileiros. A primeira é uma sobretaxa de 25%, segundo relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA. A segunda é de 12,5%, ligada a falhas em impor ações contra o uso de mão de obra forçada.
A pauta de tarifas envolve ainda a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que fundamenta a avaliação de práticas consideradas irregulares. As medidas refletem tensões comerciais entre Brasil e EUA e podem afetar diversos setores exportadores.
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