- Tarifas adicionais para alguns produtos brasileiros podem chegar a até 37,5% impostas pelo governo dos EUA, elevando o custo de acesso ao mercado norte‑americano.
- A estimativa considera tanto as tarifas da Seção 301 já anunciadas quanto um relatório do Representante de Comércio dos EUA sobre trabalho forçado, que prevê dois níveis de taxação: 10% e 12,5%.
- A Amcham Brasil aponta que o Brasil fica no grupo com a alíquota mais elevada, o que pode deixar as exportações brasileiras menos competitivas frente a concorrentes, especialmente em produtos industriais.
- A entidade defende a necessidade de uma solução negociada para a Seção 301 envolvendo o Brasil, para evitar condições de acesso menos favoráveis.
- A Amcham Brasil diz que continuará apoiando o diálogo entre Brasil e Estados Unidos e iniciativas que fortaleçam a parceria econômica bilateral.
Determinados produtos brasileiros podem sofrer tarifas adicionais acumuladas de até 37,5%, impostas pelo governo Donald Trump. A informação é apresentada pela Amcham Brasil em nota.
A instituição aponta que o cálculo soma tarifas propostas na investigação da Seção 301 para o Brasil, mais as recomendações de um relatório do USTR sobre trabalho forçado envolvendo cerca de 60 países. Há dois níveis de taxação: 10% e 12,5%.
A Amcham afirma que o quadro aumenta a relevância de uma solução negociada para a Seção 301, especificamente para o Brasil, a fim de evitar condições de acesso menos favoráveis que a concorrência nos EUA, principalmente em produtos industriais.
Impacto e próximos passos
A entidade ressalta a importância do diálogo entre Brasil e Estados Unidos para fortalecer a parceria econômica bilateral. A Amcham Brasil diz apoiar iniciativas que avancem nesse sentido e contribuam para a estabilidade do comércio.
A nota reforça a expectativa de que as autoridades brasileiras acompanhem as negociações e eventuais ajustes na lista de tarifas, com foco na competitividade internacional das exportações brasileiras.
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