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Tempo de produção da aviação executiva cai 45% desde 2021, diz CEO da Embraer

Tempo de produção de aviões executivos cai 45% desde 2021; Preator reduz de 17 para 8,5 meses, dobrando a produção com a mesma infraestrutura

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto
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  • Tempo de produção de aviões executivos caiu 45% desde 2021, conforme o CEO Francisco Gomes Neto.
  • O modelo Preator passou de 17 meses para 8,5 meses, permitindo produzir o dobro com a mesma infraestrutura.
  • A produção de aeronaves de defesa caiu 34% e a de comerciais, 28%.
  • A Embraer trabalha no nivelamento das entregas ao longo do ano, com a expectativa de 2026 ser melhor que 2025 e mais linearidade entre produção e entrega.
  • Para 2026, a empresa prevê entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais e entre 160 e 170 aviões executivos, com receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, margem Ebit ajustada entre 8,7% e 9,3% e fluxo de caixa livre ajustado de pelo menos US$ 200 milhões.

A produção de aviões executivos da Embraer caiu 45% desde 2021, segundo o CEO da empresa, Francisco Gomes Neto. O recuo é atribuído ao foco em ampliar a capacidade produtiva e à maior linearidade nas entregas.

Entre os segmentos, os aviões de defesa tiveram queda de 34% no tempo de produção, enquanto os comerciais recuaram 28%. Gomes Neto destacou que a mudança contribui para maior eficiência na operação.

No caso dos executivos, o modelo Preator passou de 17 meses para 8,5 meses, segundo o executivo. A Embraer afirmou que está produzindo o dobro de aeronaves com a mesma infraestrutura.

Desenho da produção e entregas

A empresa também enfatizou o atual esforço para nivelar as entregas ao longo do ano, reduzindo a concentração no segundo semestre. A expectativa é de melhoria em 2026, com maior regularidade entre produção e entregas.

Ainda conforme o CEO, a Embraer tem enfrentado desafios na cadeia de suprimentos, mas trabalha com fornecedores em estreita colaboração para minimizar impactos. A estratégia de produção distribuída vem sendo mantida.

Perspectivas para 2026 e 2027

As projeções operacionais para 2026 mantêm-se, incluindo a faixa de 80 a 85 aeronaves comerciais entregues até dezembro e entre 160 e 170 aviões executivos. As estimativas financeiras apontam receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões.

A margem EBITDA ajustada deve ficar entre 8,7% e 9,3%, com fluxo de caixa livre ajustado, excluindo Eve, em US$ 200 milhões ou mais no ano. A direção manifestou confiança na obtenção dos resultados projetados.

A repórter acompanhou o evento a convite da Embraer, realizado em São José dos Campos.

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