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Ativos de ultrarricos causam dano climático desproporcional, indica estudo

Greenpeace estima que o 1% mais rico seja responsável por quase US$ 1 trilhão em danos climáticos anuais, via ativos possuídos

Greenpeace said a large share of emissions was associated with the ownership of carbon-intensive assets and investments such as property developments.
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  • Greenpeace estima que o 1% mais rico do mundo seja responsável por quase US$ 1 trilhão por ano em danos climáticos, via participação em ativos de propriedade.
  • O estudo aponta que esse grupo representa aproximadamente um quarto das emissões globais anuais, por meio de ações de investimento e posses.
  • Em conjunto, as emissões “baseadas em propriedade” — associadas a ativos financiários e físicos de empresas privadas — respondem por cerca de 60% do total de carbono global; o 1% mais rico seria responsável por cerca de 40% dessas emissões.
  • Dentro do 1%, os 0,1% concentram cerca de 17% das emissões por propriedade, e os 0,01% respondem por cerca de 9%. O 1% é composto por pessoas com riqueza acima de US$ 2 milhões; 0,1% acima de US$ 7 milhões; 0,01% acima de US$ 38 milhões.
  • Em contraste, a metade mais pobre do mundo responde por apenas cerca de 3% das emissões baseadas em propriedade.

O Greenpeace apresenta um estudo que atribui às pessoas de maior riqueza uma parcela desproporcional dos danos climáticos, estimando quase US$ 1 trilhão ao ano vinculados aos ativos que dominam. A pesquisa leva em conta propriedades, ações e investimentos que geram emissões associadas a empresas e ativos privados.

Segundo a ONG, o 1% mais rico do mundo responde por cerca de 40% das emissões “baseadas em propriedade” — aquelas ligadas a ativos privados e a investimentos que possuem relação com carbono. Em conjunto, esses ativos representam 60% do total de emissões globais de carbono. Dentro desse grupo, o 0,1% concentra 17% e o 0,01% cerca de 9%.

A disseminação de riqueza histórica amplia esse efeito: o meio menos rico do mundo é responsável por apenas 3% das emissões por proprietários. A pesquisadora Clara Thompson, da Greenpeace, aponta que o foco precisa sair apenas do consumo para alcançar a origem das emissões, que está nos ativos possuídos e financiados pelos mais ricos.

Para abordar o desequilíbrio, a organização sugere olhar para a dívida climática associada aos ativos de alto valor. Thompson afirma que, se quem mais contribuiu para o problema deve pagar mais pela solução, faz sentido incluir riqueza extrema nesse balanço. Dados adicionais indicam que grandes bancos e investidores financiaram US$ 900 bilhões em combustíveis fósseis no ano passado, mesmo após promessas de reduzir esse investimento.

As desigualdades ganham ainda mais atenção diante de novos estudos sobre distribuição de renda e uso de recursos. Pesquisas recentes sugerem que uma vida mais equitativa dentro dos limites do planeta seria possível com políticas que moderem a concentração de riqueza e ampliem o acesso dos trabalhadores aos frutos da produção.

Cop27 e acordos internacionais estão na pauta global de política climática. Países, exceto os Estados Unidos, reuniram-se em Bonn para discutir transição justa e apoio a trabalhadores deslocados pela mudança de matriz energética. O objetivo é avançar para uma economia de baixo carbono sem acentuar desigualdades.

Mudanças e implicações econômicas

O debate público enfatiza a necessidade de políticas fiscais que incentivem transições justas e reduzam o peso de ativos de alto carbono. Especialistas destacam que a estratégia não se limita ao consumo, mas envolve a gestão de posses e investimentos de grande valor.

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