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Aumento dos preços dos combustíveis afeta fazendeiros nos EUA

Conflito no Oriente Médio eleva diesel a recordes nos EUA, pressionando margens de produtores de grãos e elevando custos de plantio e manejo

Agricultor de soja dos EUA em fazenda em Kentucky
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  • O conflito no Oriente Médio elevou os custos do diesel nos principais estados agrícolas dos EUA, pressionando produtores de grãos.
  • Em meados de maio, diesel atingiu US$ 5,87 por galão em Wisconsin, US$ 6,17 em Indiana e US$ 6,14 em Illinois; Ohio e Michigan também registraram recordes.
  • O preço médio nacional subiu mais de quarenta por cento desde o início do conflito; preços globais do petróleo também subiram cerca de trinta por cento.
  • Os custos com combustível podem subir ainda mais se o Irã seguir restringindo o abastecimento, afetando a margem de lucro de agricultores já sob pressão.
  • Estoques de destilados nos EUA atingiram o menor nível desde maio de 2003, enquanto a demanda por combustíveis permanece alta e as fazendas ajustam operações, como adiando preparo de campos.

Os custos de energia pressionam os produtores de grãos nos Estados Unidos, em meio a um conflito no Oriente Médio que restringe o abastecimento de combustível via Estreito de Ormuz. O diesel atingiu níveis recordes em estados do Meio-Oeste, agravando margens já estreitas para produtores de milho e soja.

Antes da guerra, o diesel representava cerca de 3% a 4% dos insumos para culturas em linha em Illinois, cerca de US$ 16 a US$ 23 por acre. Com o aumento recente, especialistas indicam que esse peso pode subir para 5% a 6% dos custos totais, elevando a despesa por acre para perto de US$ 30.

O conflito elevou o diesel em estados como Wisconsin, Indiana e Illinois a patamares históricos em maio, quando a temporada de semeadura e manejo de lavouras está em curso. Dados da AAA apontam máximos regionais, refletindo a volatilidade dos preços de energia.

Ao nível nacional, o preço médio do diesel subiu mais de 40% desde o início do conflito, enquanto os preços globais de petróleo avançaram cerca de 30% desde o fim de fevereiro. O diesel alimenta máquinas usadas na pulverização, plantio, adubação e colheita, tornando os produtores vulneráveis a oscilações.

Impacto direto nos produtores

Essa volatilidade aumenta a pressão sobre margens que já vinham encolhendo há quatro anos, em meio a seca persistente e custos de insumos elevados. Agricultores relatam cortes de orçamento e dificuldades para planejar a safra, com impactos visíveis no plantio.

Tom Murphy, produtor de milho e soja no noroeste de Indiana, adiou aração de campos alugados para economizar combustível. Desse modo, apenas parte das áreas previstas recebeu preparados para plantio, e há estoque de diesel ainda disponível para a estação de cultivo. Outros produtores aguardam reajustes de custo.

Don Bloss, de Pawnee City, Nebraska, destacou tarifas de transporte mais altas para levar o milho ao mercado devido ao custo de combustível e frete. A situação dificulta a tomada de decisão sobre volumes e prazos de venda.

Perspectivas e contexto

Especialistas alertam que, se o Irã manter restrições no fornecimento global, os preços podem subir ainda mais conforme o verão se aproxima. Estoques de destilados nos EUA atingiram o nível mais baixo em 23 anos em maio, ampliando a preocupação com a segurança de suprimentos.

A tensão entre oferta e demanda evidencia a dependência de energia no agronegócio americano e a sensibilidade a fatores geopolíticos. A incerteza sobre um possível acordo entre EUA e Irã alimenta a volatilidade nos mercados.

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