- Bolsas de Nova York fecharam em queda forte: Dow Jones caiu 1,87%, para 49.918,90 pontos; S&P 500 caiu 1,62%, para 7.267,08 pontos; Nasdaq recuou 1,98%, para 25.169,50 pontos.
- O movimento foi impulsionado pela liquidação no setor de tecnologia e pela percepção de maior risco geopolítico no Oriente Médio.
- A sessão teve maior pressão em ações de chips e semicondutores, com quedas de Qualcomm (-6,92%), Arm (-5,37%), Micron (-4,70%) e Marvell (-5,35%). O ETF de semicondutores da BlackRock caiu 3,67%.
- O início de novas tensões entre EUA e Irã contribuiu para o movimento, após ataques mútuos na região próximas ao Estreito de Ormuz.
- O índice de preços ao consumidor de maio mostrou alta de 0,5% mensal e 4,2% anual, com o núcleo em 0,2% mensal e 2,9% anual, dentro das expectativas.
O pregão desta quarta-feira mostrou queda generalizada nas bolsas dos EUA. O Dow Jones fechou em queda de 1,87%, a 49.918,90 pontos, o S&P 500 caiu 1,62%, para 7.267,08 pontos, e o Nasdaq recuou 1,98%, aos 25.169,50 pontos. O recuo ocorreu em meio a liquidações do setor de tecnologia e a aumento do risco geopolítico no Oriente Médio.
Ações de chips e semicondutores lideraram o recuo pelo segundo dia seguido, após fortes ganhos recentes. A escalada militar entre EUA e Irã elevou o preço do petróleo, que voltou a ficar acima de US$ 90 o barril, ampliando a aversão ao risco. O tom de discurso do presidente Donald Trump também contribuiu para o ambiente.
Entre as maiores perdas no setor de tecnologia, Qualcomm caiu 6,92%, Arm cedeu 5,37%, Micron recuou 4,70% e Marvell perdeu 5,35%. O ETF de semicondutores gerido pela BlackRock cedeu 3,67% hoje, ainda que o índice do setor mantenha ganho expressivo neste ano, superior a 75%.
Desempenho por setor
Os mercados também reagiram à divulgação do CPI de maio nos EUA. O indicador subiu 0,5% em relação a abril, chegando a 4,2% na leitura anual, o maior nível em três anos. O núcleo, excluindo alimentos e energia, subiu 0,2% na base mensal, abaixo do esperado de 0,3%.
O CPI núcleo encerrou o intervalo com alta anual de 2,9%, alinhada às expectativas de mercado. A leitura reforçou a percepção de que as pressões inflacionárias seguem moderadas, apesar da trajetória recente. Não houve alterações de política anunciadas com o dado.
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