- O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico manteve, para 2027, os parâmetros de aversão a risco usados nos modelos que orientam o funcionamento do sistema elétrico e a formação de preços, incluindo o CVaR de 15,40.
- O CVaR de 15,40 significa considerar 15% dos piores cenários hidrológicos com peso de 40% para decidir quanto usar a água dos reservatórios ou despachar usinas termelétricas.
- O governo aponta que esse nível de aversão ao risco continua alinhado à realidade operacional e contribui para redução dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS).
- O CMSE aprovou a atualização do Volume Mínimo Operativo: Norte passa de 28% para 27,8% e Nordeste de 23,3% para 23,1%. Também pediu avanços nos modelos computacionais de planejamento, operação e formação de preços.
- Foram discutidas medidas de transparência sobre as deliberações do despacho de geração e ações do Operador Nacional do Sistema Elétrico para assegurar o abastecimento elétrico, incluindo preparação para eventos do período de Corpus Christi e jogos da Copa do Mundo de 2026.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) manteve para 2027 os parâmetros que orientam a aversão ao risco nos modelos que dirigem a operação do sistema elétrico brasileiro e a formação de preços. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta quarta-feira, 10, sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME).
A aversão ao risco, medida pelos modelos de simulação usados pelo ONS, diz respeito a como a água disponível é utilizada em hidroelétricas ou armazenada. Com a decisão, permanece o CVaR de 15,40, refletindo 15% dos piores cenários hidrológicos com peso de 40% para o despacho de usinas. A expectativa é manter o equilíbrio entre água e energia térmica.
Parâmetro de aversão ao risco mantido
O MME destacou que o CVaR 15,40, vigente desde janeiro de 2025, aproxima-se da realidade operacional. O governo aponta queda expressiva dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS) nos últimos anos como evidência, associada à melhoria da formação de preços no curto prazo.
Essa aderência facilita a definição de custos, gestão de riscos e planejamento estratégico no médio e longo prazos. O MME afirmou que a maior compatibilidade entre operação e preço reduz a necessidade de intervenções extraordinárias.
Volume Mínimo Operativo e aprimoramento de modelos
O CMSE também atualizou o Volume Mínimo Operativo nos subsistemas Norte e Nordeste. O Norte passa de 28% para 27,8%, enquanto o Nordeste cai de 23,3% para 23,1%.
Em relação aos modelos computacionais, o colegiado discutiu desafios com a crescente participação de fontes renováveis intermitentes e eventos climáticos extremos. A meta é acelerar melhorias para refletir melhor a realidade operacional.
Transparência e ações para o suprimento
Foi aprovada uma resolução com diretrizes de transparência sobre as deliberações referentes ao despacho de geração por garantia de suprimento energético. A CCEE informou que, com leilões recentes de reserva de capacidade, houve redução na expectativa de preço no curto prazo, levando a menor despacho de térmicas.
Segurança e planejamento para eventos
O CMSE detalhou ações do ONS para assegurar o fornecimento durante o feriado de Corpus Christi, incluindo um plano emergencial de corte em usinas conectadas às distribuidoras no domingo, diante da menor demanda prevista com a micro e minigeração. O órgão classificou a atuação como segura e eficaz.
O governo também destacou providências para operação especial durante os jogos da Copa do Mundo de 2026, com foco na manutenção do abastecimento elétrico durante o evento. Em nota oficial, foi citado que o atendimento ao SIN está garantido em 2026, com início de período seco favorável.
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