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Crédito caro freia o varejo em maio, aponta Stone

Varejo cai 0,8% em maio, aponta Stone, sinalizando desaceleração mesmo com renda estável e crédito caro freando a recuperação

O segmento de eletrodomésticos figurou entre aqueles que tiveram alta (Panther Media GmbH/Alamy/Fotoarena/.)
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  • O Índice do Varejo Stone caiu 0,8% em maio ante abril, já ajustado pela sazonalidade, sendo a segunda queda mensal; relação com o ano anterior é de alta de 2,8%.
  • Itens mais sensíveis ao crédito recuaram 1,2%; materiais de construção caíram 2,4%; artigos de uso pessoal e doméstico recuaram 1,6% e combustíveis e lubrificantes caíram 0,8%.
  • Entre oito segmentos, quatro subiram: livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 13,4%; tecidos, vestuário e calçados cresceram 2,6%; móveis e eletrodomésticos subiram 1,5%; supermercados, alimentos e bebidas cresceram 0,9%.
  • Em doze meses, sete dos oito segmentos cresceram; destaque para livros e papelaria com 15% e combustíveis com 11,9%; única queda anual ocorreu em outros artigos de uso pessoal e doméstico, -0,3%.
  • Região brasileira ficou dividida: 23 estados tiveram alta; Santa Catarina liderou com +5,8%; quedas concentradas em Alagoas, Distrito Federal, Ceará e Acre.

O varejo brasileiro voltou a perder fôlego em maio, segundo o Índice do Varejo Stone. A leitura aponta queda mensal de 0,8% já ajustada sazonalmente, ficando o segundo recuo seguido. Em relação a maio de 2025, o comércio ainda registra alta de 2,8%.

A Stone explica que o setor está em desaceleração. A renda elevada e o desemprego próximo de mínimos ajudam a evitar piora brusca, mas crédito caro e o comprometimento da renda limitam uma recuperação mais robusta.

Desempenho por segmento

As vendas de itens sensíveis a crédito recuaram 1,2% na margem. Já bens ligados à renda quase não variaram. O material de construção caiu 2,4%, enquanto itens de uso pessoal e doméstico recuaram 1,6%. Farmacêuticos caíram 1,1% e combustíveis e lubrificantes 0,8%.

Entre os poucos setores que cresceram, destacam-se quatro de peso no varejo: livros, jornais, revistas e papelaria com alta de 13,4%; tecidos, vestuário e calçados, 2,6%; móveis e eletrodomésticos, 1,5%; e supermercados, alimentos e bebidas, 0,9%.

Panorama anual e regional

Na comparação com maio de 2024, sete dos oito segmentos registraram crescimento, com livros e papelaria liderando, 15%. Combustíveis e lubrificantes avançaram 11,9%. A única queda foi de outros artigos de uso pessoal e doméstico, -0,3%.

Regionalmente, 23 estados apresentaram crescimento, com Santa Catarina no topo, +5,8%. Pará, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Rio de Janeiro também tiveram altas. Quedas apareceram principalmente em Alagoas, Distrito Federal, Ceará e Acre.

Análise final

Apesar da evolução positiva de alguns itens, o varejo não apresenta sinal de deterioração acelerada. O ciclo de cortes de juros iniciado em março ainda não se refletiu de forma relevante no consumo. O setor deve seguir duas velocidades: itens essenciais com resiliência e categorias dependentes de crédito pressionadas.

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